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Defesa de ex-ministro da oposição detido na Tunísia

O comité de defesa do vice-presidente do partido tunisino de inspiração islâmica Ennahdha, Nourredine Bhiri, detido por “suspeitas” de terrorismo e branqueamento de capitais, acusou hoje as autoridades de tentativa de assassínio deste ex-ministro.

18/01/2022  Última atualização 19H53
© Fotografia por: DR
O comité, liderado pela advogada Saída Akremi, mulher do detido que enfrenta problemas de saúde por se manter em greve de fome, salientou que passaram 19 dias desde a detenção e que, até agora, não foram apresentadas quaisquer provas que sustentem as acusações de que é alvo.

Numa conferência de imprensa em Tunes, Akremi responsabilizou o Presidente da Tunísia, Kais Saied, por, com os seus discursos, "provocar uma onda de diabolização orquestrada pelos seguidores” nas redes sociais. Sobre a atuação das forças de segurança que efetuaram a sua prisão, Akremi assegurou que, se não tivesse combatido o sistema, Bhiri já teria sido assassinado.


Por seu lado, o advogado e também ex-deputado Samir Dilou, igualmente membro do comité, insistiu que a prisão de Bhiri é um "sequestro”, uma vez que ainda não há motivos legais que justifiquem a medida. Nesse sentido, adiantou ter apresentado ações na justiça tunisina, quer contra o chefe de Estado, quer contra o ministro do Interior Taoufik Charfeddine, e ainda denúncias em várias organizações internacionais.


Há uma semana, Saied, sem mencionar o nome de Bhiri, afirmou haver "provas desde 2013” que mostram que "algumas” personalidades políticas cometeram "atos de traição e de conspiração com países estrangeiros”, crimes que poderiam ser punidos com a pena de morte.

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