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Defesa considera político o caso de Saab

A defesa de Alex Saab, considerado testa-de-ferro do Presidente venezuelano, a aguardar decisão sobre a extradição, reafirmou, ontem, que o processo é político, acusando o procurador-geral da República cabo-verdiano de ser “parco com a verdade”.

06/06/2021  Última atualização 06H25
O acusado trabalhava para o Governo venezuelano © Fotografia por: DR
"O facto é que a detenção de Alex Saab foi, desde o início, uma decisão política e é uma decisão política que tem de ser tomada a fim de o libertar”, afirma a defesa de Alex Saab, num comunicado noticiado ontem pela Lusa.
A posição é uma resposta às declarações do procurador-geral da República de Cabo Verde, na quinta-feira, que considerou que o caso Alex Saab, a aguardar decisão do recurso sobre o pedido norte-americano para extradição, será resolvido com as leis cabo-verdianas, sem pressões exteriores.

"Sempre, desde o início, dissemos que aplicamos a Lei de Cabo Verde, a Constituição, toda a Lei aplicável, não a Lei que se queira impor de fora ou seja lá de onde for”, afirmou Luís José Landim, em declarações aos jornalistas na Cidade da Praia, após ter sido recebido em audiência pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, para analisar a situação da Justiça no país.

"Nós aplicamos a lei que entendemos que é aplicável: A Constituição. Outras consequências políticas, já não me cabe a mim responder a essa questão. Se houver outras consequências estou certo de que o Estado saberá reagir, porque eu acredito que estamos a agir bem”, afirmou Luís José Landim.

A defesa recorda que quando foi detido, há um ano, na Ilha do Sal, Alex Saab tinha imunidade diplomática enquanto "enviado especial” da Venezuela e afirma que a "natureza política da decisão de libertar Alex Saab ou extraditá-lo” foi recentemente "confirmada”, a 16 de Março, pelo Supremo Tribunal de Cabo Verde.

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