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Defendida inclusão da obra nos currículos

Adelina Inácio|

Jornalista

O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, defendeu, ontem, em Luanda, a inclusão das obras de Agostinho Neto nos currículos escolares, para que as gerações vindouras percebam o pensamento do primeiro Presidente da República numa visão retrospectiva e prospectiva, rumo ao desenvolvimento.

18/09/2021  Última atualização 08H05
Ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato © Fotografia por: Edições Novembro
"Agostinho Neto deve ser muito bem estudado. Há aspectos muito importantes religiosos, culturais, simbólicos, proverbiais no subterrâneo da poesia de Neto”,  sustentou. Jomo Fortunato, à imprensa, no final de uma homenagem ao primeiro Presidente de Angola, que completaria, ontem, 99 anos.

Considerou que lembrar Agostinho Neto com cultura é uma satisfação, "por ele ser um homem essencialmente cultural, cuja dimensão projectou-se no engajamento político”. Na homenagem, que marcou o acto provincial do Dia do Herói Nacional, houve declamação de poesias e momento musical. O ministro considerou também importante que Neto seja lembrado com outra celebrações culturais.

"A musica e a liturgia religiosa sempre esteve ligada a Agostinho Neto desde a sua infância.  A musica também serviu como pretexto para contrapor o processo da escravidão e do colonialismo”, considerou Jomo Fortunato, insistindo que Agostinho Neto deve ser analisado essencialmente na perspectiva cultural porque esta vai redundar-se no processo de luta anti-colonial. Afirmou que só existe engajamento político de Agostinho Neto devido à sua dimensão cultural.

"É nestes dois momentos da sua vida que deve ser analisada a sua obra, porque é a perspectiva cultural intrinsecamente ligada à visão política que ditou à Independência de Angola”, defendeu.
A governadora de Luanda, Ana Paula de Carvalho, disse que Agostinho Neto foi um estadista que sempre recordou a necessidade da paz, não só em Angola, mas também no continente porque dizia que "na Namíbia e na África do Sul estava a continuação da nossa luta”, lembrou.

Ana Paula de Carvalho considerou que Agostinho Neto não deve ser lembrado apenas como um poeta e estadista, mas por todos os ensinamentos que deixou e ainda hoje são referência. O nacionalista Roberto de Almeida disse que a homenagem feita, ontem, a Agostinho Neto é merecida, por ser o fundador da Nação. "Agostinho Neto merece estas homenagens porque dedicou a maior parte da vida na luta e liberdade do povo angolano”, afirmou.

O também deputado do MPLA, partido de que foi vice-presidente,  disse que a palavra de ordem de Agostinho Neto, segundo a qual "o mais importante é resolver os problemas do povo”, não perdeu actualidade e todos devem estar empenhados na sua concretização.
Antes da homenagem à Agostinho Neto, no Memorial com o seu nome, foi hasteada a Bandeira Monumento e colocada uma coroa de flores no monumento do Soldado Desconhecido.


  HOMENAGEM AO PRIMEIRO PRESIDENTE
Busto é colocado em avenida de Lusaka

Um busto de Agostinho Neto será colocado, em breve, numa das principais avenidas de Lusaka, revela uma nota da Embaixada de Angola na Zâmbia. De acordo com o documento, a referida avenida terá, igualmente, o nome do primeiro Presidente de Angola. A homenagem é feita no quadro das excelentes relações políticas e diplomáticas entre os dois países.

A pretensão das autoridades zambianas tem sido objecto de contactos entre o Ministério do Turismo deste país e a Embaixada de Angola, para a conclusão dos detalhes. No seu percurso de luta pela Independência de Angola, Agostinho Neto passou pela Zâmbia, onde permaneceu por alguns anos.

A comunidade angolana em Lusaka, Zâmbia, homenageou, ontem, o primeiro Presidente de Angola, com um encontro cultural. O evento fez parte de um programa de actividades elaborado pela Embaixada de Angola na Zâmbia, por ocasião do Dia do Herói Nacional.

Para além da música e dança, a homenagem, realizada nas instalações da Missão Diplomática, foi marcada pela leitura da biografia e de poemas do Fundador da Nação Angolana, além de uma exposição fotográfica, com momentos marcantes da carreira política e profissional de Agostinho Neto.

Maria de Assis, residente na Zâmbia há 50 anos, participou na luta de libertação nacional. Para ela, Agostinho Neto lembra o patriotismo e a unidade, necessários "para fazermos de Angola um país de progresso e bem-estar”.

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