Economia

Defendida harmonização de investimentos

Operadores de serviços das comunicações electrónicas e dos serviços postais de Angola manifestaram-se preocupados com a falta de uma rede nacional de comunicação, e apelaram aos ministérios dos Transportes, Energia e Águas e Telecomunicações para trabalharem juntos no sentido de se evitar a destruição dos cabos  a que se assiste pelo país.

03/10/2018  Última atualização 19H11
CONTREIRAS PIPA | EDIÇÕES NOVEMBRO

A preocupação foi apresentada, ontem, em Luanda, durante um encontro entre os operadores e responsáveis do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), testemunhado pelo ministro das Telecomunicações Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.
Os responsáveis que participaram no evento, com o objectivo de colherem contribuições para a implementação de uma rede nacional de banda larga e o “roaming” interno, sublinharam a necessidade de construir uma rede capaz de prover os serviços.
O engenheiro Pinto Leite criticou a existência de várias redes de diferentes operadoras a operar na mesma zona, quando existem áreas sem rede. “Cada operador deve ser responsável por propagar os cabos da rede, de acordo com a zona em que opera e, desta forma, ligar o país todo, numa única rede.”
O director-geral da SISTEC,  Rui Santos, falou dos enormes investimentos feitos pelo Executivo e por entidades privadas no sector das comunicações e da necessidade de partilha de infra-estruturas entre as operadoras, no sentido de tornar os custos menos onerosos.
Rui Santos defendeu a participação de equipas interministeriais na realização de qualquer trabalho no solo, principalmente onde haja cabos electrónicos, para se evitar a destruição de outros equipamentos implantados no local.
Durante o encontro, o presidente do conselho de administração do INACOM, Leonel Augusto, anunciou, para breve, a implementação do sistema de “roaming” a nível do país. “Estudos feitos apontam que o “roaming” vai trazer benefícios para os consumidores, operadores e mais receitas financeiras para o Estado.”
O projecto que ainda está em fase inicial, prevê a realização de mais encontros para consultas públicas e actualização da legislação.
Relativamente aos altos custos das tarifas da telefonia móvel e fixa, Leonel Augusto informou que tal se deve aos elevados custos operacionais, resultantes da utilização de fontes alternativas de energia eléctrica. “Mas, já está em curso um estudo para avaliar todos estes aspectos para o INACOM proceder a um reajuste dos preços”, acrescentou o PCA. 

 

 

 

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