Economia

Defendida a criação de mais empresas fortes e competitivas

Nádia Dembene e Waldina de Lassalete

Jornalistas

A criação de empresas fortes e competitivas continua a ser uma das prioridades para o desenvolvimento económico, considerou, quarta-feira, em Luanda a presidente da 5ª Comissão “de Economia & Finanças” da Assembleia Nacional.

13/06/2024  Última atualização 10H05
Aia-Eza da Silva Troso procedeu a abertura do evento ontem © Fotografia por: Francisco Lopes | Edições Novembro

Aia-Eza da Silva Troso proferiu o discurso de abertura da 2ª edição do "Angola Economic Forum”, evento organizado pela Kwanza Economics. Na ocasião, Aia-Eza da Silva Troso disse que a criação de mais empresas nacionais não desmerece a abertura do mercado angolano ao interesse dos investidores estrangeiros.

"Há um caminho a percorrer, todos precisam estar cientes disso, para que, efectivamente, se possa atrair investimento nacional e estrangeiro que ajudem a reduzir o desemprego”, disse.

Sublinhou ainda ser importante que as poupanças nacionais sejam canalizadas para financiar a economia, em particular o empresariado privado, e, para tal, "é importante que haja um engajamento do sector Financeiro como um todo, para que se aliste financiamento ao sector produtivo da economia não petrolífera e também para o fomento do consumo”.

Aia-Eza da Silva Troso apontou alguns desafios que têm sido motivo de debates, como a erradicação da pobreza, melhoria do ambiente de negócios e a justa tributação.

Sobre a tributação, a deputada disse que "a Assembleia Nacional está sempre disponível para avaliar as propostas que permitam ajustar a carga fiscal ao actual contexto macroeconómico”.

Contudo, disse ser fundamental a contínua procura e salvaguarda sempre do equilíbrio entre a arrecadação de receitas e as despesas.

Sustentabilidade

O chefe de departamento para a Política e Gestão do Ministério do Planeamento, Martins Afonso, disse durante a sua intervenção no painel sobre "Riscos Orçamentais e Sustentabilidade das Finanças Públicas, Desafios à Implementação do Plano Nacional de Desenvolvimento 2023-2027”, que a economia nacional está estruturada em cerca de 75 por cento informal e que, naturalmente, isso constitui uma preocupação.

Martins Afonso sublinhou que no âmbito do planeamento está a ser desenvolvido um conjunto de iniciativas para contrapor este cenário como o lançamento do programa de aceleração do processo de diversificação da economia (PLANAGRÃO, PLANAPESCAS), para poder-se propiciar maior produtividade. Salientou que o PDN trás, igualmente, o eixo seis, que visa assegurar a diversificação económica sustentável.

"Este eixo em função das políticas que lá estão definidas vai permitir que se possa verificar o aumento da produção para a redução de preços dos diferentes produtos”, disse.

Por sua vez, o economista Manuel Alberto, durante a sua análise sobre a sustentabilidade do país, sublinhou que a acção governativa em termos de gestão macroeconómica visa alcançar quatro objectivos, nomeadamente o crescimento económico, promoção da empregabilidade, estabilidade dos preços e o equilíbrio externo.

O Angolano Economic Forum arrancou, ontem, na sua segunda edição e encerra amanhã, na capital Luanda.

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