Opinião

Das palavras aos actos

Luciano Rocha

Jornalista

A decisão governamental de baixar os preços de alguns produtos essenciais à maioria dos angolanos é bem-vinda, como serão todas as outras que aliviem o quotidiano do cidadão comum, principalmente nesta fase de pandemia.

05/11/2021  Última atualização 05H50
A deliberação oficial é acertada, mas, por si só, pode valer pouco, se os responsáveis pela fiscalização continuarem a primar pela ausência, permitindo a existência de comerciantes pouco ralados com o quer que seja, que não o lucro rápido. A um e outro grupo juntem-se-lhes os açambarcadores, que surgem sempre nestas alturas.

A desorganização geral em espaços de venda a retalho, em Luanda, é o que se sabe: artigos mudados constantemente de sítio, originando perdas de tempo aos clientes que, mais do que nunca,  devido à Covid-19, lutam contra a falta dele; ausência ou alteração de preços de um dia para o outro, tal como sucede com os rótulos dos prazos de validade. 

Aquele cenário agrava-se - e de que forma - devido à falta de fiscais nos locais, onde deviam estar. A presença deles não pode ser marcada de forma ostensiva, sequer com identificação  à vista, mas de forma discreta. Como clientes normais devem anotar as irregularidades dos rótulos das embalagens e preçários, pedirem explicações aos trabalhadores, exigirem livros de reclamações e por fim, em casos justificados, chamarem gerentes ou que os substitua e autuarem. 

As decisões governamentais destinadas a atenuarem o dia-a-dia do cidadão comum são sempre oportunas, mas exigem quem as faça cumprir para terem, efectivamente, os resultados previstos. 
 

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