Cultura

Dançarinos clamam por valorização e incentivos

Estácio Camassete | Huambo

Jornalista

Os dançarinos do Huambo pedem mais apoios para poderem valorizar e divulgar as danças tradicionais, assim como resgatarem alguns dos traços culturais da região, defendeu, ontem, naquela província, o responsável do Núcleo de Dança, Orlando Elias.

02/05/2022  Última atualização 10H50
© Fotografia por: DR
O Núcleo de Dança do Huambo, adiantou, controla 50 grupos, a maioria relegado ao anonimato, situação que tem desmotivado alguns criadores. "Muitos grupos não são convidados para as actividade e portanto não conseguem se impor no mercado. O talento só pode ser reconhecido através das exibições, mas isso não tem acontecido e aos poucos são esquecidos”, lamentou.

O director do grupo Real Show, do bairro São Pedro, Adelino Kali, criticou, também, a falta de espaços adequados para a exibição de espectáculos de dança. "É preciso explorar mais alguns estilos de certas comunidades, que correm o risco de entrar em desuso, por falta de incentivos para serem transmitidos à nova geração”.

O estado da dança no Huambo, continuou, ficou muito além da expectativa, pois antes a província tinha um número considerável de grupos a dançarem. "Antes havia muitos espectáculos e concursos de dança. Tudo mudou nos últimos anos”.

O necessário agora, aponta, é incentivar o surgimento de jovens dançarinos e criar incentivos para a promoção da arte, desta forma o mercado pode ter um aumento no número de praticantes desta arte. "É igualmente fundamental garantir a formação permanente destes artistas”, apelou.

O chefe do Departamento da Acção Cultural, do Gabinete Provincial da Cultura, Pascoal Pedro Nhanga, disse que têm controlado 142 grupos de dança, dos quais 52 são do estilo tradicional

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