Opinião

Cultura fiscal

Escrevo pela primeira vez para o Jornal de Angola para abordar a “maka” da cultura fiscal, uma realidade que deve começar a fazer parte, cada vez mais, da vida do cidadão comum.

14/07/2019  Última atualização 07H27

A intenção, na verdade, é incentivar também as instituições do Estado que, na senda da reforma fiscal em curso no país, deviam estar na vanguarda da promoção de uma cultura que defenda o pagamento voluntário de imposto. Os impostos devem ser pagos e com a consciência de que sem eles o ente que a todos diz respeito e que em nome de todos deve prover determinados bens e serviços que de forma insubstituível não os poderá prestar.
As pessoas que não pagam impostos costumam questionar-se a si mesmas como podem, depois, exigir maior segurança, mais e melhor qualidade no fornecimento de água e luz ?
Acho que não faz sentido que continuemos a exigir por melhores serviços quando e se nos furtarmos a pagar por eles. Não é correcto que o actual estado de coisas continue, sob pena de insistirmos na via segundo a qual os consumidores fingem que pagam e o Estado finge que fornece. Assim, perdemos porque ficamos pelas, quer a pagar, quer a usufruir. Haja mais compromisso, mais cidadania, mais responsabilidade, em nome do actual momento político e institucional de Angola.
Venâncio Mendes|Benfica

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