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Cuanza-Norte: Mãe é acusada de afogar o filho

André Brandão | Ndalatando

Uma mulher, de 26 anos, é acusada de ter morto o próprio filho, de seis meses, por asfixiamento, no rio Lússue, localizado a quatro quilómetros a Oeste da cidade de Ndalatando, no Cuanza-Norte.

01/08/2022  Última atualização 10H24
Vista parcial de uma das artérias de cidade do Cuanza-Norte © Fotografia por: DR

A acusada, Adelaide Josias Clemente, mãe de dois outros filhos, contou ao Jornal de Angola, que a avó da criança mandou-lhe primeiro comprar fraldas descartáveis e no regresso encontrou o bebé a chorar bastante. Para acalmar os ânimos do bebé, contou, decidiu dar-lhe banho no referido rio. Já no local, como ela estava por cima de uma pedra com a criança ao colo, esta escorregou e o bebé escapou-se das mãos e acabou por morrer afogado.

O pai da criança, revelou, vive no município de Lucala e nunca assumiu a paternidade. "A família também nega o acolhimento, por não ser reconhecido pelo pai”, contou.

Perante esta situação, foi solicitada ajuda ao Gabinete da Acção Social, Família e Igualdade do Género na província, que disponibilizou uma casa no bairro Vieta, onde vive com os filhos. "Foi simplesmente um acidente. Eu não matei a criança”, explicou.

Já a avó da criança morta, Domingas João Francisco Tomás, 42 anos, disse não entender o que realmente aconteceu. "Ela estava sozinha no rio com a criança e não sofre de nenhuma patologia mental. Por isso, não sei o que dizer”, lamentou.

Familiares, vizinhos e amigos estão agastados com o comportamento da acusada e pedem que se faça justiça diante desta atitude violenta e garantiram nunca ter acontecido caso idêntico naquele bairro.

O porta-voz do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros no Cuanza-Norte, Helder Milagre, disse que a província registou, nos últimos seis meses, 22 afogamentos, dos quais 14 no município de Cambambe, seis no Cazengo e um no Lucala e Ambaca. "Os actos aconteceram nos rios Kwanza, Lucala, Lússue, Luinha, Muanda, Mubassa, Camuaxi, Tabi, Lutete, em lagoas de Massangano e canais de irrigação e cacimbas”, alertou.

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