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Cuando Cubango: Larvicultura do Missombo tem disponíveis toneladas de cacusso

Weza Pascoal | Menongue

Jornalista

O primeiro lote de 250 toneladas de peixe cacusso, produzido no Centro de Larvicultura do Missombo, situado a 16 quilómetros da cidade de Menongue, começa a ser vendido na próxima semana, apenas para consumidores da província do Cuando Cubango.

21/06/2021  Última atualização 04H05
Infra-estrutura para a reprodução de peixe está equipada com uma fábrica para produzir ração para os próprios animais © Fotografia por: Weza Pascoal | Edições Novembro
O responsável do centro, Félix Joaquim, que prestou a informação ao Jornal de Angola, disse que  o Ministério das Pescas e do Mar já  autorizou o arranque do processo de comercialização.

"Os peixes têm entre 390 a 490 gramas. Portanto, já atingiram o tamanho ideal para o consumo humano há já um ano, mas só vão ser comercializados agora devido a problemas de ordem técnica, que felizmente já foram resolvidos”, sublinhou.

Por se tratar de grandes quantidades de peixe, avançou Félix Joaquim, a distribuição do produto será feita aos supermercados na cidade de Menongue, zungueiras, pessoas colectivas e singulares, "para que toda a população interessada tenha acesso ao produto a um preço justo”.

"Os fiscais do Instituto de Defesa do Consumidor (INADEC)”, acrescentou, "vão supervisionar todo o processo de comercialização para evitarem a especulação”.

 Construído numa área de oito hectares, pela empresa israelita Aquafish, pelo valor de pouco de 14 milhões de dólares, a infra-estrutura foi financiada pelo Executivo Angolano . Está equipada com 35 tanques, 25 dos quais albergam os peixes que já estão em condições  para serem comercializados.

Está equipado com uma fábrica capaz de produzir 400 quilogramas de ração por hora, para alimentar duas vezes por dia os peixes. A ração é uma composição a base de milho, soja e farinha de peixe e carne, produtos, adquiridos na província do Cuanza-Sul e em Israel.

O centro comporta ainda uma fábrica de processamento de peixe e outra de gelo, 16 estufas de 300 metros quadrados cada, para a reprodução de peixe, frigoríficos de congelação e conservação, peixaria, armazéns de equipamentos, refeitório, escritórios e laboratórios, residências para os técnicos, entre outros compartimentos.

Os trabalhos, ainda em fase experimental,  são assegurados por 17 técnicos, dos quais 16 angolanos e um israelita. Segundo o responsável do centro, o número de funcionários poderá aumentar  para 50  quando estiver a funcionar plenamente.

"O Cuando Cubango tem excelentes condições naturais para implementação de projectos de Piscicultura para a produção de  cacusso, bagre, entre outras espécies”, disse Félix Joaquim, acrescentando que, ao contrário do que se verifica em outras regiões, o Centro de Larvicultura do Missombo não funciona com recursos a electro-bombas,  devido o sistema de gravidade proporcionado pelo canal de irrigação da localidade.

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