Sociedade

Cuando Cubango: Famílias sob cerca sanitária clamam por ajuda alimentar

Carlos Paulino | Menongue

Jornalista

Mais de 160 pessoas sob cerca sanitária em Menongue, província do Cuando Cubango, clamam por ajuda alimentar, na medida em que muitas delas sobreviviam da venda ambulante.

09/10/2020  Última atualização 18H11
Nicolau Vasco |Edições Novembro

Localizadas nos bairros Azul, Futungo, Militar e 45 casas, essas pessoas estão confinadas desde 24 de Setembro, quando foram catalogadas como contactos directos e indirectos dos dois casos positivos de Covid-19 registados na província do Cuando Cubango e que resultaram em morte.

O grito de socorro delas foi ouvido pela Comissão Provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19, que garantiu distribuir, nas próximas horas, algumas cestas básicas.

O porta-voz da Comissão, Mirco Macai, disse que a cerca sanitária só será levantada quando for conhecido o estado serológico das pessoas confinadas. Há mais de uma semana, acrescentou, a equipa de resposta rápida fez a recolha de 115 amostras com zaragatoas para a realização de testes de Biologia Molecular em Luanda. “Enquanto estas 115 amostras não forem processadas, não podemos levantar a cerca sanitária”, afirmou.

Mirco Macai disse esperar que as amostras sejam testadas o mais rápido possível, para se saber o destino a dar às pessoas que eventualmente venham acusar positivo à Covid-19 e, consequentemente, levantar a cerca sanitária nos quatro bairros de Menongue.

Questionado sobre a realização de testes da Covid-19 aos professores e alunos na província do Cuando Cubango, Mirco Macai disse que, até ao momento, a situação epidemiológica é calma e, por isso, não se justifica a testagem massiva, que depende também da capacidade logística existente na região.

“Não estamos na mesma situação que as outras províncias, como Luanda que, neste momento, é o epicentro da doença em Angola. A Situação de Calamidade Pública estabelece que testes rápidos só devem ser feitos de acordo com a capacidade logística e a situação epidemiológica de cada região”, justificou.

Mirco Macai destacou que se todos os cidadãos cumprirem com as medidas de biossegurança individuais e colectivas, principalmente o uso correcto da máscara, a higienização regular das mãos, respeitar o distanciamento físico, haverá uma redução considerável do risco da contaminação da doença a nível do país e, em particular, na província do Cuando Cubango.

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