Sociedade

Cruz Vermelha quer reactivar postos de saúde comunitários

A Cruz Vermelha de Angola está a trabalhar para dimensionar e requalificar os postos e centros médicos adstritos à organização, instalados em algumas zonas periféricas da província de Luanda, alguns dos quais inoperantes, por falta de condições de trabalho e de recursos humanos.

20/06/2020  Última atualização 13H20
Edições Novembro © Fotografia por: Cruz Vermelha vai transformar postos em centros médicos



Quinta-feira, o presidente da Cruz Vermelha de Angola, Alfredo Pinto, fez uma radiografia aos postos médicos da instituição localizados no Palanca, município do Kilamba Kiaxi, Chinguari, Distrito Urbano do Benfica, município de Belas e Kikolo, em Cacuaco, para se inteirar do estado das infra-estruturas, bem como do funcionamento.

Para o presidente da CVA, as visitas efectuadas ontem às infra-estruturas sanitárias da agremiação, enquadram-se no âmbito das acções estratégicas para dimensionar e requalificar os postos e centros médicos adstritos à organização filantrópica.

Segundo Alfredo Pinto, a ideia de elevar os postos de saúde a centros médicos, não depende só da ampliação das infra-estruturas, mas, também, de actos jurídicos, inspecção de equipas afins, para uma real avaliação.

“Estamos a solicitar apoios para que esses serviços de saúde se tornem funcionais e auxiliem os poderes públicos, uma vez que precisamos de estar preparados para respondermos positivamente à prevenção e combate à Covid-19”, sublinhou.

Alfredo Pinto afirmou que serão criadas condições para que os postos façam parte da verdadeira função de prestação e assistência médica e medicamentosa às populações, por estarem instalados nas comunidades.
O posto de saúde situado no bairro do Palanca, município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, está encerrado, há três anos, por falta de condições de trabalho e de recursos humanos.

Em declarações ao Jornal de Angola, o presidente da Cruz Vermelha de Angola, reconheceu que aquela infra-estrutura carece não só de equipamentos de trabalhos e recursos humanos, mas, também, de uma completa reestruturação, pois, no seu estado actual, não oferecem condições para a dimensão do trabalho que se pretende.

Alfredo Pinto admitiu que as razões que levaram ao encerramento daquele posto de saúde têm a ver com a falta de condições de trabalho e de recursos humanos. "Precisamos oferecer mais e melhores condições ao pessoal, para que o posto volte a funcionar".

Chinguari oferece

O posto de saúde do Chinguari, localizado no Distrito Urbano do Benfica, pode ser elevado a centro médico, segundo o presidente daquela instituição, porque tem infra-estruturas para o efeito e diariamente atende entre 70 e 80 pacientes, com doenças diarreicas agudas, respiratórias e malária.

Em entrevista ao Jornal de Angola, a responsável do posto, Maria Mandão, disse que ocorrem ao posto, na sua maioria, populares dos bairros Mundial, Golf 2, Zona Verde 1 e 2, Benfica, 30, Ramiros, Futungo e outros.

De acordo com Maria Mandão o posto se debate com algumas dificuldades, como a falta de médicos e meios de transporte. “Precisamos pelo menos de uma ambulância e também do melhoramento da via principal de acesso ao posto”.

O posto de saúde do Chinguari funciona com 19 técnicos do Ministério da Saúde, oito da Cruz vermelha e 20 voluntários. O atendimento é grátis e sobrevive de pequenas comparticipações de pacientes para os serviços de laboratório.

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