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Criatividade dos pavilhões lusófonos está a encantar o público na Expo Dubai

A Língua Portuguesa está bem representada na Expo Dubai 2020, com a representação de pavilhões de todos os países da comunidade, o que tem sido um alento para os falantes da língua de Camões que visitam a exposição internacional.

07/10/2021  Última atualização 08H30
Temática dos espaços dos países lusófonos está a atrair milhões de turistas todos os dias, devido à aposta na criatividade © Fotografia por: Contreiras Pipa | Edições Novembro
Entre os destaques desta edição estão pavilhões como o de Angola, que dispõe de um espaço enorme, em abóbada, que traz uma experiência imersiva e leva os visitantes a conhecer o passado e vislumbrar o futuro do país. Há ainda uma praça, com um palco, onde, ao longo da Expo, são feitas apresentações artísticas.
"O que nos interessa nessa exposição é, primeiro, a conexão com o mundo, contactar outras culturas, adquirir experiências, quer no sentido da tecnologia e de boas práticas, quer no sentido das relações económicas internacionais. Temos como objectivo mostrar o que é Angola, enquanto país aberto ao investimento, com uma grande área agrícola cultivável”, explicou a comissária-geral de Angola para a Expo, Albina Assis.
A piscina

Como uma grande piscina à entrada do espaço brasileiro, que tem atraído muitos visitantes para um refresco ao forte calor do Dubai, o pavilhão do Brasil na Expo 2020 foi visitado nos três primeiros dias por 12.795 pessoas de diferentes países, que acorrem diariamente, desde o início do mês, à exposição internacional, nos Emirados Árabes Unidos. 

Localizada na área de Sustentabilidade, o pavilhão do Brasil atrai os visitantes que procuram se refrescar na grande piscina existente no espaço, devido às altas temperaturas do Dubai. Os dados cedidos pela Agência Brasil informam que a construção do pavilhão custou 25 milhões de dólares. O espaço tem o formato de um imenso cubo branco. Além da lâmina d’água, sob uma estrutura de aço e lona branca, com música e sons da natureza, o local possui uma cafeteria e um salão de exposições, onde está patente uma mostra de fotos do Brasil.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) garante que, com a participação do Brasil na exposição, espera-se atrair dez mil milhões de dólares em investimentos estrangeiros directos e gerar 500 milhões de dólares em exportações.

Vários são os visitantes que arregaçaram, diariamente, as bainhas das calças e vestidos para entrar na piscina, colocada num pavilhão feito como local de reflexão, tranquilidade e brincadeira, como explicou o director do recinto, Raphael Nascimento. 

"Espero que as crianças, principalmente, entrem no espelho d’água e se divirtam curtindo os sons do Brasil. À noite, o pavilhão se converte numa enorme tela de projecção, com 125 projectores de alta definição a levarem as pessoas numa viagem pelo Brasil. É uma forma de conhecerem mais sobre o património histórico, as indústrias e tudo que o Brasil tem para oferecer ao mundo”, disse Raphael Nascimento.
A caravela

Do têxtil ao mobiliário, o pavilhão de Portugal é um edifício com o formato de uma caravela com dois espaços interactivos. As visitas ao espaço são feitas em grupo e têm a durante aproximada de 20 minutos. 

A primeira atracção é uma sala de projecção em 360 graus, que mostra um pouco da cultura e das imagens de Portugal, enquanto a outra é uma sala de exposições na qual há muitas informações sobre o país. O local dispõe, ainda, de uma loja com produtos portugueses e um restaurante, que oferece pratos típicos portugueses.
Os colectivos

Os restantes países de Língua Portuguesa estão presentes na Expo 2020 em pavilhões colectivos, prédios que reúnem espaços de diferentes nações, como é o caso de Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique e Cabo Verde.

Estes Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop) levaram para a Expo aspectos peculiares das suas culturas, peças de artesanato, fotos sobre a flora, fauna e espécies marinhas, produtos típicos, vestuários e outros artefactos tradicionais.

O pavilhão de Moçambique, por exemplo, dispõe de uma galeria de algumas das personagens mais icónicas do país, como Eusébio da Silva Ferreira, José Craveirinha, Alberto Chissano, Mia Couto, Bertina Lopes e Lurdes Mutola.

António Bequengue | Dubai

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