Sociedade

Crianças imunizadas contra a pólio

Algumas mães e encarregadas de educação, em Luanda, desconhecem que hoje é dia de vacinação de crianças dos zero aos cinco anos contra a poliomielite, uma campanha que decorre até domingo, em todo o país.

15/11/2019  Última atualização 07H40
Santos Pedro| Edições Novembro

Numa ronda efectuada ontem, o Jornal de Angola “apanhou” algumas mães desprevenidas, alegando desconhecer a campanha de vacinação que se inicia hoje, apesar de ter tido conhecimento da jornada similar, realizada no mês de Outubro.

Emília Cakunda, 28 anos, mãe de três filhos menores, disse ao Jornal de Angola que, apesar de acompanhar uma palestra, na Igreja Católica, sobre a vacinação, orientada por escuteiros, não sabe que hoje começa a vacinação, porque “abandonei o local, por causa da minha filha que estava a chorar”.
A vendedora ambulante, moradora do bairro da Cimangola, município de Cacuaco, disse que “tem cumprido regularmente o calendário vacinal”, pois tem consciência que é importante para combater as epidemias.
“No mês passado, os meus filhos apanharam uma vacina das gotas, mas estou confusa de que vacina se tratou”, disse Emília Cakunda.
Manuela Nvula, comerciante, 31 anos, disse que, por viver “num corre-corre”, não se apercebeu que hoje é dia de campanha, nem o tipo de vacina a ser administrada. “Tenho acompanhado o calendário de vacinação por ser uma prioridade. No mês passado, apercebi-me através da passagem dos vacinadores de porta-a-porta”.
Mãe de quatro filhos, dos quais um de apenas um ano de idade, deu a conhecer que, normalmente, toma conhecimento destes eventos pela rádio ou televisão, alegando que desta vez não prestou atenção, pelo que acha que “devia haver mais informação, através de panfletos nos bairros”.
Raquel Mussunda, 37 anos, mãe de três filhos, disse que os filhos foram vacinados na campanha passada, mas desconhece se desta vez terá de “ir ao Centro de Saúde ou esperar pelos vacinadores em casa”.
Assim como outras mulheres abordadas pela nossa reportagem, uma outra mãe também não teve nenhuma informação sobre a vacinação.
“Em Outubro apercebi-me da campanha, porque tenho uma prima que participou como vacinadora voluntária e levou-me a vacina em casa”, começou por dizer Domingas Kiari, 31 anos, alegando que quando há campanhas “levo as crianças ao centro mais próximo”.
Estupefacta, a funcionária pública, Tatiana Galiano, 32 anos, gestante, e mãe de duas crianças, ignora a realização de uma nova campanha, três semanas depois. “Será que isso não fará mal às crianças?”, questionou.
“Talvez não me tenha apercebido, porque há algum tempo que não oiço a rádio, nem vejo programas de televisão”, justificou Tatiana Galiano, moradora da Ingombota
Fernanda Bernardo, 22 anos, mãe de dois filhos, desconhece a realização da campanha hoje. Moradora do bairro Kicolo, município de Cacuaco, em Luanda, disse que até ontem “nenhuma vizinha me falou sobre o assunto”, tendo confessado que “nem sempre levo as crianças à vacinação”.

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