Economia

Criado na capital angolana Banco Africano de Energia

O Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) e a Organização dos Produtores Africanos de Petróleo (APPO) anunciaram terça-feira(17), em Luanda, a criação do Banco Africano de Energia, destinado a financiar investimentos na área Energética do continente.

18/05/2022  Última atualização 09H45
© Fotografia por: DR

"Com o objectivo de aumentar o investimento do sector privado nos projectos de petróleo e gás, o banco vai garantir financiamento crítico para os novos e futuros projectos de petróleo e gás, bem como no desenvolvimento da energia ao longo de toda a cadeia de valor”, indica um comunicado de imprensa.

No documento não são divulgados os valores envolvidos na criação do banco, nem os montantes de capital social que este novo banco terá, mas são descritas as circunstâncias e as motivações da criação desta entidade financeira.

Porém, num memorando rubricado segunda-feira, entre a Organização Africana dos Produtores de Petróleo (APPO) e o Afreximbank, acordou-se que o banco africano deve disponibilizar um fundo de 5 biliões de dólares, para financiar projectos ligados ao sector de Energia.

Além disso, as duas instituições (APPO, através da AEICORP - Africa Energy Investment Corporation, e Afreximbank) se comprometeram a tomar as medidas necessárias, para fornecer soluções sustentáveis para o desafio de financiar a indústria de petróleo e gás em África, durante a transição energética.

Contudo, o comunicado sobre a criação do banco nota que, "no seguimento do desinvestimento das companhias petrolíferas e na mudança das tendências globais de investimento, o banco surge numa altura particularmente crítica”.

O texto argumenta que, nos últimos anos, tem havido uma forte redução das despesas de investimento em África, que desceram de 60 mil milhões de dólares, em 2014, para 22,5 mil milhões, em 2020, esperando-se uma recuperação para 30 mil milhões de dólares este ano.

"Apesar deste aumento, há significativos níveis de investimento que ainda são necessários e, por isso, o papel das instituições financeiras africanas tem sido enfatizado, já que enquanto o mundo desenvolvido defende o fim dos combustíveis fósseis, devido às mudanças climáticas, África continua a enfrentar uma crise de pobreza energética, com mais de 600 milhões de pessoas sem acesso a electricidade e 900 milhões sem acesso a soluções de confecção limpa de alimentos”, lê-se no comunicado.

O proposto Banco "vai operar da mesma forma que a Corporação Africana de Investimento Energético (AEICORP), instituição financeira de desenvolvimento criada para canalizar os recursos para o desenvolvimento do sector Energético”, lê-se.

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