Cultura

Crescimento e cultura de estudos

A cidade do Lubango cresceu rapidamente, abrigando brancos, negros e mestiços. No ano de 1900, existiam 1.248 brancos, 298 negros e 25 mestiços; em 1910 os brancos são em número de 1.696, os negros 310 e mestiços 85.

13/06/2021  Última atualização 11H29
© Fotografia por: Estanislau Costa | Edições Novembro
A cidade começou a evoluir rapidamente e passou a ser o centro mais desenvolvido do planalto. Por isso, de colónia agrícola passa a centro comercial e administrativo, cujo núcleo central é o local onde até hoje está a MAPEL, a direcção provincial da Cultura e o núcleo da Assembleia Nacional.

Depois da criação, em 2 de Setembro de 1900, do Distrito da Huíla e Sá da Bandeira ter sido elevada à categoria de vila, assiste-se, em 1906, à chegada da primeira professora oficial, D. Irene Bentencourt de Medeiros Portela. Com ela começou a instalação do ensino oficial, antes confiado às missões religiosas.
A 31 de Maio de 1923, Sá da Bandeira  ascende à categoria de cidade, e, nesse mesmo ano, atinge a cidade o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes.

Em 1909, o sítio dos Barracões é dado em aforamento a um colono e, em 1911, a família Martins Alves, madeirense, adquire a concessão por escritura do Julgado Instrutor da Huíla, sendo ainda hoje sua propriedade.
A cidade do Lubango é limitada a norte pelo município de Quilengues, a este pelo município de Cacula, a Sul pelo município da Chibia e a Oeste pelo município da Humpata, sendo constituída pelas comunas da Arimba, Hoque, Huíla e Quilemba.

O Lubango é uma das primeiras cidades do interior a possuir um liceu (ensino do segundo grau), o Liceu Nacional Diogo Cão (hoje Mandume ya Ndemufayo), onde os malogrados Kundy Paihama, Jonas Savimbi, Hamilton Lopes, Silva Cordeiro e António da Costa foram alguns dos estudantes que mais se notabilizaram.
Entre os estabelecimentos de ensino de renome da época consta também a Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva, actualmente colégio 27 de Março. Lubango passou a ser conhecido como a cidade das escolas, também por a sua população possuir uma cultura de estudos.
 

Novas infra-estruturas

A urbe registou um crescimento exponencial face à materialização de diversos projectos habitacionais públicos e privados, com realce ao bairro da Juventude, centralidade da Quilemba, Mapunda, Arimba, Cristo Rei, entre outros.
Por exemplo, a centralidade da Quilemba possui mais de 8000 habitações. Já no novo bairro da Tchavola, foram erguidas 40 casas pelo Executivo e os populares, contemplados com terrenos, construíram dezenas de moradias.

O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, enalteceu a implementação do projecto Obras Integradas do Lubango, orçadas em 212 milhões de dólares, a cargo da construtora Omatapalo, que reabilitou e construiu, ao todo, 100 quilómetros de estradas no casco urbano e nalguns bairros da periferia.

O Jornal de Angola apurou que as obras, com a duração de três anos, estão em fase de conclusão e já melhoraram a imagem da cidade, com realce para os bairros da Minhota, Hélder Neto, Estação Velha do Caminho de Ferro de Moçamedes, Lage, Arco Íris, assim como os largos da Sé, Laurenos, Pinheiro Chagas e outros.

Neste momento, as obras estão a requalificar a zona de lazer e recreação do rio Mukufi, que divide as terras da Chela em duas partes e serve de drenagem das águas das chuvas e residuais. Os técnicos da Omatapalo tornaram o local num espaço para prática de ginástica e outras modalidades desportivas, lazer e recreação.

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