Economia

Crescimento do 3º trimestre de 2021 sinaliza evolução económica deste ano

Victorino Joaquim

Jornalista

O crescimento de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), observado no terceiro trimestre de 2021, sinaliza a tendência da recuperação da actividade económica nacional esperada no ano em curso, declarou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para o Planeamento.

21/01/2022  Última atualização 07H40
Números revelam flagrante expansão do sector dos Transportes influenciada pela retoma dos voos, com o alívio das restrições de viagens © Fotografia por: dombele bernardo | edições novembro
Milton Reis, que falava no briefing bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento, a fim de apresentar indicadores macroeconómicos, apontou o desempenho positivo do sector não petrolífero, no período em referência, como a variável que mais influenciou o crescimento do PIB naquele período.

Contribuíram para o desempenho positivo do sector  não petrolífero, o sector dos Transportes, com um crescimento de 69,8 por cento, Pescas (53,0 por cento), Comércio (18,4 por cento), Construção (7,5 por cento), Agro-pecuária e Silvicultura (5,49), Serviços Imobiliário e Aluguer (3,0), Correio e Telecomunicações (2,9), Electricidade e Água (2,8), Indústria Transformadora (2,6), e Administração Pública, Defesa e Segurança Social Obrigatória (2,0).

O crescimento do sector dos Transportes, deveu-se, fundamentalmente, à expansão no subsector aéreo, fruto do aumento da frequência de voos decorrente do alívio parcial das medidas de combate à Covid-19.

Por outro lado, a entrada em funcionamento de novas operadoras no serviço de transporte rodoviário urbano a nível de Luanda, também contribuiu para o crescimento verificado no sector dos Transportes.

No sector das Pescas, o crescimento ocorreu, fundamentalmente, pelo aumento registado na pesca artesanal marítima e continental em 97,4 por cento e 80,2 por cento, respectivamente, de acordo  com dados apresentados pelo Secretário de Estado.

No sector do Comércio, o crescimento é explicado pelo aumento, em 23,2 por cento, das importações, bem como de 2,2 por cento da produção industrial nacional e de bens  agro-pecuários de origem nacional em 5,5 por cento.

O crescimento do sector da Construção aconteceu, sobretudo, pelo aumento significativo da importação de cimento e clínquer, enquanto a expansão do sector Agro-pecuário e Silvicultura deveu-se à subida de 360,1 por cento da produção do amendoim e de 257,3 por cento  de carne bovina.

Foram ainda observados aumentos de 93,0 por cento na produção de carne de frango e de 64,0 por cento  de carne caprina, além de 76,2 por cento na produção de arroz e de 3,2 por cento  de mandioca.

O sector da Indústria Transformadora cresceu, essencialmente, devido ao aumento de 309,6 por cento da produção de embalagens metálicas para bebidas, de 279,1 por cento na de fraldas descartáveis, 176,5 por cento na de sabão e de 132,8 por cento na de chapas metálicas onduladas ou perfilada.

Estes números, segundo Milton Reis, constam do relatório sobre as Contas Nacionais referente ao terceiro trimestre do ano de 2021, divulgadas na última segunda-feira, 17, pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), onde se indica que o sector não petrolífero teve um crescimento 6,6 por cento, que compensou a contracção do sector petrolífero, incluído o gás, em cerca de 11,1 por cento.

Citando o relatório do INE, o responsável indicou os sectores da Extracção e Refinados de Petróleo, com menos 11,1 por cento, Diamantes (-3,7 por cento), Serviços de Intermediação Financeira Indirectamente Medidos          (40,63 por cento) e Intermediação Financeira e Seguros (-36,8 por cento) como sendo os que apresentaram desempenho negativo, no terceiro trimestre de 2021.

O decréscimo registado no sector diamantífero (-3,7 por cento) é explicado pela redução da extracção de diamantes, em decorrência da pandemia da Covid-19, que afectou as principais minas de exploração, onde os trabalhadores foram submetidos a períodos consecutivos de quarentena, com destaque para a mina do Catoca que representa cerca de 80 por cento produção da global.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia