Economia

Crédito ao sector privado aumenta em 4,1 por cento

O crédito ao sector privado aumentou 4,1 por cento, 4.013,5 mil milhões de kwanzas, de acordo com informações do relatório sobre o “Panorama macroeconómico” do terceiro trimestre, publicado há dois dias pela área de Estudos e Pesquisas de Mercado do Banco Millennium Atlântico.

02/01/2020  Última atualização 09H39
DR © Fotografia por: Crédito aos privados com crescimento homólogo de Julho a Setembro

Na publicação, nota-se que a variação do crédito em termos homólogos fixou-se ascendeu em 12,1 por cento, o maior registo desde o quarto trimestre de 2018, quando o crédito ao sector privado cresceu em 13,6 por cento.
O crédito ao sector público (excluindo a Administração Central) cresceu 12,2 por cento no trimestre e 6,6 por cento em termos homólogos, tendo-se fixado em 131.215 milhões.
Os depósitos representaram 51 por cento do total do passivo dos bancos no terceiro trimestre, estando avaliados em 8.388 mil milhões de kwanzas em Setembro de 2019, um aumento homólogo de 14 por cento e de 7,00 por cento em termos trimestrais.
O nível revela que os depósitos continuam a ser a principal fonte de financiamento das actividades bancárias, sendo que mais de 90 por cento do total são poupanças privadas, enquanto o remanescente representa poupanças públicas.
Importa ressaltar que, durante o período em análise, os depósitos a prazo rdomiciliados nos bancos epresentam 52 por cento do total de depósitos do sistema e o remanescente correspondeu aos depósitos à ordem.
De acordo com o estudo do Atlântico, o nível de dolarização da economia no terceiro trimestre de 2019 fixou-se em 50 por cento, um incremento de 4 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2018 e o maior nível desde o segundo trimestre de 2013, o que poderá reflectir a atractividade dos produtos em moeda externa.

PIB sinaliza retoma

O Produto Interno Bruto (PIB) poderá registar crescimento real de 0,4 por cento em 2019, uma recuperação de 2,1 pontos percentuais, segundo a Fitch. A agência de “rating”, citada no estudo da Atlântico, perspectiva que, a partir do ano corrente, registe-se uma maior dinamização do sector não petrolífero em consequência do incremento da eficiência na alocação de moeda estrangeira, tal como da política cambial direccionada à descentralização do acesso às divisas.
Sobre a estimativa de crescimento para os anos seguintes, a Fitch fixou-os em 2,00 por cento em 2020 e 2,8 em 2021. No entanto, apresenta como riscos, a baixa implementação de reformas de suporte ao sector não petrolífero e a limitação no acesso ao financiamento externo.
Já o FMI perspectiva uma recessão de 0,3 por cento no ano corrente, pressionada pelo declínio na produção petrolífera, mas apresenta projecções de recuperação do desempenho da economia em 2020, ao fixar-se em 1,2 por cento, depois de quatro anos consecutivos de recessão. The Economist Intelligence Unit (EIU) estima uma recessão económica de 3,6 por cento em 2019.

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