Política

CPLP: Cabo Verde faz balanço positivo da presidência

Cabo Verde fez um balanço positivo da sua presidência da Rede de Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP), apesar da pandemia da Covid-19, e já prepara passagem para Angola.

16/07/2021  Última atualização 06H00
Maria do Rosário Pereira © Fotografia por: DR
"A nossa presidência considera que foi positiva e que conseguiu efectivamente criar a rede e dotá-la da sua identidade visual e fazer com que ela se torne uma realidade”, avaliou a presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Cabo Verde, Maria do Rosário Pereira.
A ROJAE-CPLP foi criada em 2018, na cidade da Praia, por iniciativa de Cabo Verde, que desde 2019 assume a presidência, que é rotativa e acoplada à presidência da CPLP.

A partir de Julho, será a vez de Angola assumir a presidência rotativa da CPLP e também deste órgão, que já está instalado e formalizado, com uma identidade visual e com uma página na Internet, que estará disponível ao público desde 09 de Julho.
"Pensamos que será de muita relevância, não só para os cidadãos, mas também para os órgãos de comunicação social e para os académicos”, considerou a presidente da CNE, após audiência, na semana passada, com o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, para apresentar o site e a segunda assembleia-geral da REJOE-CPLP.

A rede reúne todas as administrações eleitorais independentes da comunidade lusófona, excepto a Guiné Equatorial, que, por enquanto, é apenas membro observador, já que o seu órgão eleitoral é governamental.
A presidente da CNE salientou a importância da rede e sublinhou o facto de terem sido realizadas eleições regulares em Cabo Verde, Portugal, Brasil e brevemente em São Tomé e Príncipe, apesar da pandemia da Covid-19.

"É de uma grande valia na medida em que permite às administrações eleitorais trabalharem conjuntamente, sobretudo identificando as dificuldades e fragilidades, mas também os pontos fortes para organização de eleições credíveis, que permitam a transferência de poder pacífica no espaço da CPLP”, enfatizou.

Maria do Rosário Pereira terminou em 7 de Maio o mandato de seis anos na presidência da CNE de Cabo Verde, mas vai continuar no cargo até à realização das eleições presidenciais no país, em 17 de Outubro próximo, às quais já não concorre Jorge Carlos Fonseca, por ter cumprido os dois mandatos seguidos, legalmente previstos.

A presidente da CNE disse que ainda não tem data para a posse dos novos membros, adiantando, no entanto, que já informou a Assembleia Nacional, órgão com competência para fazer a eleição.

"Nós aguardamos agora a Assembleia Nacional e nós pensamos que este poder legislativo dará atenção a este assunto, na medida em que a CNE é um órgão que deve funcionar regularmente, com membros mandatados e conseguir granjear o acordo dos parlamentares”, disse, esperando novos membros "o mais breve possível”.

O Presidente cabo-verdiano, que é também presidente em exercício da CPLP, enalteceu o "trabalho positivo” da REJOE-CPLP, entendendo que é "mais um elemento” a favor de Cabo Verde durante a sua presidência da Comunidade lusófona.

Jorge Carlos Fonseca referiu que Cabo Verde faz "uma transferência com coisas positivas, com coisas visíveis em todos os níveis”, destacando o projecto de mobilidade na CPLP, que prevê ser um "instrumento revigorador” para a organização e "ponto de partida para a constituição de uma verdadeira comunidade de cidadãos”.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Política