Sociedade

Cozinheiras aprendem segurança alimentar

Kátia Ramos

Jornalista

As cozinheiras do mercado do Asa Branca, em Luanda, foram sensibilizadas, esta segunda-feira, no sentido de adoptarem medidas mais seguras e sustentáveis, para garantir maior segurança dos alimentos, dentro de casa, na comunidade e no mercado.

22/06/2022  Última atualização 08H45
Elsa Bárber (ao centro) testou com as vendedora sabores da culinária angolana © Fotografia por: alberto pedro | edições novembro

O apelo foi feiro pela secretaria de Estado para a Família, Elsa Barber, durante o "Festival das Sopas", que decorreu naquele mercado, por ocasião do dia mundial da Segurança dos Alimentos, assinalado a 7 do deste mês.

Numa acção ministrada por especialistas angolanos e sobe o lema "Sopa segura, saudável e sustentável", 30 cozinheiras, que ganham a vida confeccionando alimentos no Asa Branca,  receberam formação durante 12 horas sobre as técnicas de preparação e manuseamento de alimentos de forma segura.

O festival, disse Elsa Bárber, enquadra-se no programa de valorização e reforço das competências familiares, no que respeita a sensibilização das mulheres na vertente de nutrição, resgate de valores morais, cívicos, culturais e patrióticos. 

Sublinhou, ainda, que o festival serviu para capacitar as mulheres em termos gastronómicos e culturais, de forma a impulsionar a reintrodução na ementa diária das famílias angolanas, confeccionada com os produtos da terra. 

Elsa Bárber acrescentou que se trata de uma oportunidade para projectar a capacidade das mulheres angolanas que, diariamente, trabalham no mercado e contribuem para  uma rica gastronomia e diversificada.

Apelou à administração do mercado, no sentido de criar um espaço de diálogo como "jangos de valor", onde se aborde a questão da segurança alimentar. 

A representante Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Guerda Barreto, disse que o Ministério da Acção Social e seus parceiros têm desenvolvido acções para a consciencialização da sociedade em programas de valorização da família em matéria de nutrição, saúde e resgate de valores morais, cívicos, éticos e culturais. 

Acrescentou que as Nações Unidas já sensibilizou 19.406 pessoas das quais 12. 415 são mulheres e 6. 991 homens para terem um maior cuidado na confecção dos alimentos. 

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a Organização Mundial da Saúde recomendam que cada adulto consuma diariamente 400 gramas de fruta e legumes, para prevenir doenças crónicas, como cancro, diabetes, doenças cardíacas e obesidade e combater deficiências de micro nutrientes. 

Guerda Barreto disse, ainda, que, anualmente, a nível global, uma em cada dez pessoas é afectada por doenças transmitidas por alimentos inseguros.

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