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covid-19: Um terço dos espanhóis deixou de usar transportes públicos

Quase um terço dos espanhóis não usa transportes públicos por medo da Covid-19 e mais de metade da população deixou de ir a eventos culturais e de praticar desporto em áreas fechadas, segundo um estudo ontem publicado.

29/07/2020  Última atualização 12H24
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De acordo com os resultados de uma pesquisa realizada pela Organização dos Consumidores e Utilizadores espanhóis, 31% dos espanhóis deixou de andar de transportes públicos porque tem medo de ficar infectada pelo novo coronavírus, responsável pela Covid-19.

Entre os que continuam a usar este meio de transporte, 44% reduziu a utilização ao mínimo, já que os transportes públicos - assim como os eventos culturais e os centros desportivos - são vistos como os locais de maior risco de contágio. Por isso, e de acordo com o estudo, 53% dos inquiridos decidiu deixar de ir a eventos culturais e 51% deixou de praticar desportos em áreas fechadas.
A pesquisa realizada pela Organização dos Consumidores e Utilizadores espanhóis (OCU) - que abrangeu mil pessoas entre os 18 e os 74 anos - revela que a pandemia causou uma mudança nos planos e hábitos dos espanhóis, levando-os a gastar menos em lazer e em férias por medo da Covid-19.
O inquérito também mostrou que 32% das pessoas que costumava comer em restaurantes deixou de o fazer e 55% dos que continua, faz-no com menos frequência.

Além disso, um terço dos inquiridos admitiu que já não vai a centros comerciais e quase metade diz que diminuiu a frequência com que visita estes locais. A pandemia teve, segundo o mesmo estudo, um grande impacto nas férias: três em cada quatro espanhóis dizem que a Covid-19 afectou os seus planos: 40% planeava ir para o estrangeiro, mas agora só 22% assegura que o fará.
Por outro lado, 30% diz que não vai fazer qualquer gasto extra em férias e 64% admite que vai gastar menos. Entre os inquiridos, 16% admitiu que ficará em casa.
Dois terços dos que participaram no inquérito sublinham que a crise afectou muito a qualidade de vida e mais de metade (51%) admite que viu a vida social alterada.

Além disso, 44% diz que a Covid-19 mudou a sua vida familiar, 43% refere que a pandemia teve efeitos na economia e 28% na sua saúde mental. Um terço dos inquiridos viu ser cancelada uma consulta médica e 61% referiu ter a agenda médica alterada.
Quanto aos investimentos, 13% dos espanhóis cancelaram um importante plano de compra ou investimento, enquanto 40% adiaram-no para um ano futuro. Ainda nesta vertente da vida dos espanhóis, um em cada 10 disse que estava a pensar comprar casa em 2020, mas abandonou a ideia, e 55% decidiram adiar o plano.
Em relação ao desempenho do Governo face à crise, 59% consideram que foi muito mau em Janeiro e Fevereiro e metade acha o mesmo, mas em relação a todo o período de confinamento.

Uso obrigatório de máscara

A presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, apresentou ontem as novas medidas para combater os surtos do novo coronavírus e decretou o uso de máscara obrigatório em todos os espaços públicos, a partir de hoje, quarta-feira.
Além dessa medida, a capacidade em terraços e restaurantes passa a ser limitada a 10 pessoas e os locais de diversão nocturna encerram à 01h00. O Governo aconselha ainda que também os ajuntamentos em espaços privados não ultrapassem as dez pessoas.
“A comunidade tem uma dupla missão: acabar com a Covid-19 e trabalhar pelo emprego. O mais importante continua a ser a responsabilidade individual”, referiu ontem Isabel Díaz em conferência de imprensa.

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