Sociedade

Covid-19: TAAG repudia atitude negativa de passageiros

O Conselho de Administração da TAAG repudiou ontem, em Luanda, “a atitude e o comportamento de passageiros” que, colocando os seus interesses acima da natureza e propósitos dos voos humanitários, procuram com os seus pronunciamentos veiculados, sobretudo, nas redes sociais, denegrir a imagem da companhia de Bandeira Nacional.

18/07/2020  Última atualização 09H15
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Num comunicado de imprensa a que o Jornal de Angola teve acesso, o Conselho de Administração da TAAG deplora, igualmente, a “atitude e o comportamento daqueles que, desejando realizar os seus interesses comerciais, procuram forçar o embarque irregular de bagagem, como sucedeu, em particular, com alguns passageiros embarcados no voo humanitário, proveniente de São Paulo, Brasil”.

Esse mesmo comportamento, refere o comunicado, já tinha sido observado, aquando do voo humanitário de repatriamento dos 50 cidadãos angolanos retidos na Turquia, que para além da total ocupação da capacidade de carga da aeronave, pretendiam transferir a responsabilidade de 10 toneladas adicionais para o Estado, quando se tratava de carga totalmente de caracter comercial.
“O momento particular, que se vive, com a pandemia do novo coronavírus, exige um esforço colectivo de compreensão, solidariedade e espirito patriótico, tendo em conta os condicionalismos de mobilidade e movimento de mercadorias, que impactam a dinâmica da economia mundial e requer dos governos um esforço financeiro extraordinário”, lê-se no documento.

Face a este cenário, acrescenta o comunicado, o Governo da República de Angola criou a Comissão Multissectorial de Prevenção e Combate à Pandemia da Covid-19, da qual o Ministério dos Transportes é parte integrante, tendo sido aprovado um plano de acção de suporte às medidas que passa por mobilizar meios aéreos e marítimos, com o concurso das empresas estratégicas, dentre as quais a TAAG.

O plano de acção, de acordo com o comunicado, estabeleceu um programa de voos destinados ao transporte de meios sanitários, que tem permitido o embarque de equipamento médico e de biossegurança, para fazer face aos desafios à saúde e bem-estar impostos pela Covid-19; criou, extraordinariamente, corredores de voos humanitários de repatriamento de cidadãos nacionais, em resposta às solicitações e programa coordenado estabelecido pela Comissão Multissectorial de Combate e Prevenção à Covid-19.
Estas acções, destaca o comunicado, demandam à TAAG, sua direcção e todos os seus profissionais, um espírito de missão e sentido patriótico que deveria merecer o reconhecimento daqueles que acabam por ser os primeiros beneficiários deste trabalho.

“O Conselho de Administração da TAAG apela aos próximos passageiros de voos humanitários e de repatriamento a observarem, estritamente, os propósitos e a natureza dos mesmos, especialmente quanto aos limites de peso estabelecidos para a bagagem individual”, refere o comunicado, exortando a todos os passageiros, a pautarem a sua conduta de forma exemplar em território nacional ou no estrangeiro, e adverte que vai usar de todos os meios legais ao seu alcance, para defender a imagem e o bom nome da companhia de Bandeira Nacional.

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