Sociedade

Covid-19: Mais famílias carenciadas vão receber cestas básicas

Vânia Inácio

Jornalista

Famílias vulneráveis das províncias de Luanda, Lunda-Norte, Namibe e Bengo vão receber produtos da cesta básica, no âmbito de um programa de solidariedade social, em tempos de Covid-19, do grupo empresarial Gulkis, que tem uma fábrica de lacticínios na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, no município de Viana.

09/05/2020  Última atualização 09H31
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Shaukat Minsrva, gestor da fábrica detentora da marca “Gulkis” de leite condensado e líquido, disse, ontem, à imprensa, que a decisão de distribuição de produtos da cesta básica deve-se à publicação de uma reportagem pela Televisão Pública de Angola (TPA), que mostrou as dificuldades por que passam as famílias carenciadas em várias províncias do país.

Shaukat Minsrva confirmou que, numa segunda fase, as cestas básicas vão chegar a outras províncias do país, em data que não mencionou, quando falava a jornalistas na presença de bens alimentares já acondicionados em caixas para serem enviados para os locais seleccionados.
O Bengo está incluído na primeira fase, de acordo com Shaukat Minsrva, por “muitas famílias terem ficado, recentemente, sem os haveres”, na sequência das últimas chuvas que caíram sobre a província vizinha de Luanda.

Uma das áreas da província do Namibe com distribuição garantida de produtos da cesta básica é o município do Virei, por haver na zona várias famílias com dificuldades em adquirir bens alimentares, uma realidade extensiva às localidades da província da Lunda-Norte. Na província de Luanda, os municípios de Viana e Cacuaco estão entre as localidades onde há famílias vulneráveis que vão receber cestas básicas do grupo empresarial Gulkis, cuja fábrica instalada na Zona Económica Especial tem capacidade de produzir 70 mil litros de leite líquido e 70 toneladas de leite condensado por dia.

Para as três províncias foram preparadas 2.600 caixas, no interior de cada caixa estão cinco quilos de arroz, cinco quilos de fuba de milho, quatro quilos de açúcar, massa alimentar, farinha de trigo, óleo vegetal e leite condensado. Namibe vai receber 900 caixas, Lunda-Norte 900, Bengo 500 e Luanda três mil. A administradora municipal adjunta de Viana para o Sector Político, Social e Comunidades, Ginga Tuta, presente na cerimónia de entrega das doações, agradeceu o gesto do grupo empresarial Gulkis e admitiu a possibilidade de a maior parte das cestas básicas para Luanda ser distribuída a famílias vulneráveis de Viana, por a fábrica estar instalada no município e por a circunscrição ter mais de três milhões de habitantes.

“Mas, vamos procurar dividir o mal pelas aldeias”, acentuou Ginga Tuta, que anunciou, para os próximos dias, o início da distribuição das cestas básicas.
O grupo empresarial “Gulkis” tem apoiado vários centros de acolhimento de crianças na província de Luanda e o Beiral, lar da terceira idade, também localizado na capital.

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