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covid-19: Mais bairros colocados sob cordão sanitário em Cabinda

As autoridades sanitárias da província de Cabinda vão, nas próximas horas, colocar sob cercas sanitárias vários bairros, ruas e unidades hoteleiras, no sentido de se evitar a propagação da pandemia da Covid-19, anunciou, terça-feira, o secretário provincial da Saúde.

06/08/2020  Última atualização 09H42
António Soares| Edições Nocembro| Cabinda

Rúben de Fátima Buco, que falava em conferência de imprensa, apontou os bairros Cabassango, Comandante Gika, Resistência, 4 de Fevereiro e zona do Tchinzembo, vulgo Papa Ngoma, e Rua de Moçambique, como sendo as possíveis áreas que estarão em breve sob cerca sanitária.

Rúben de Fátima Buco considerou “calma” a situação epidemiológica da província, apesar dos sete casos positivos da pandemia, dos quais seis são assintomáticos e um grave. “Os pacientes assintomáticos estão a ser acompanhados com base no seu quadro clinico”, disse.
Dos seis casos positivos da Covid-19, quatro são importados, sendo 3 da República do Congo Brazzaville, um da República Democrática do Congo e dois violaram a cerca sanitária de Luanda. O sétimo caso continua sem vínculo epidemiológico.

O secretário provincial da Saúde mostrou-se preocupado com a grande vulnerabilidade da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC) e Congo Brazzaville, dois países que já possuem um número bastante expressivo de casos de contaminação comunitária.
As autoridades sanitárias de Cabinda reconheceram, terça-feira, que o internamento de doentes de Covid-19, no bloco da antiga Maternidade do Hospital Provincial, pode acelerar o contágio de outros pacientes acamados nas enfermarias ao lado.

O secretário provincial da Saúde, Rúben de Fátima Buco frisou que o ideal seria internar os doentes com a Covid-19 num recinto fora do Hospital Provincial de Cabinda, que alberga outros doentes com fragilidades imunológica, que permitem o contágio da doença.
No caso, acrescentou, o local ideal seria o hospital de campanha, em construção na localidade do Caio, cujos trabalhos de montagem estão atrasados há três meses. “Esta seria a unidade sanitária ideal para o internamento e tratamento de pessoas infectadas com a Covid-19, em Cabinda”, disse

Doação

Uma doação composta por materiais de biossegurança, ventiladores, equipamentos informáticos, mobiliários e eletrodomésticos foi entregue, terça-feira, ao Governo da Província de Cabinda pela Agência Nacional de Petróleo e Gás da Cabinda Gulf Oil Campany (CABGOC), no âmbito da responsabilidade social.
O governador da província de Cabinda, Marcos Nhunga, agradeceu o apoio, referindo que vai permitir mitigar algumas preocupações com que a província se depara no que toca a gestão de casos resultantes da pandemia da Covid-19.
O director geral da Cabinda Gulf Oil Campany em Angola, Dereck Magness, disse que aquela multinacional vai continuar a prestar apoio à província, não só no domínio da Covid-19, mas também nas acções que visam a melhoria da qualidade de vida das populações e de desenvolvimento de um modo geral.

Motos-cisterna

O abastecimento de água potável às populações que residem em alguns bairros sob cerca sanitárias, na cidade de Cabinda, passa doravante a ser feito, também, através de motos-cisterna, disponibilizadas pelo Governo da Província à Administração Municipal.
Ao todo, foram disponibilizados quatro motos-cisterna com capacidade para 200 litros cada, sendo duas para o município sede, uma para a comuna de Tando-Zinze e igual número para a comuna do Malembo.

O vice-governador de Cabinda para o sector Politico e Social, Miguel Oliveira, que procedeu a entrega dos meios à Administração Municipal, disse que as motos-cisterna vão permitir maior acesso a água potável, visando a observância das medidas de prevenção da Covid-19.
“Com a entrada em circulação dessas motorizadas, vai aumentar a capacidade de abastecimento de água à população” disse Miguel Oliveira, que é igualmente coordenador da Comissão provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19, exigindo rigor na utilização dos meios, para que possam servir regularmente as populações que necessitam de água potável.

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