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Covid-19: Habitantes de Caxito adoptam uso obrigatório de máscaras

Os munícipes da vila de Caxito, município do Dande, província do Bengo,à semelhança de outras do país,aderiram ontem em massa ao uso obrigatório de máscaras de protecção facial, que já vinha sendo apontado como uma das medidas para evitar a infecção pela Covid-19.

04/05/2020  Última atualização 11H26
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O cenário era visível em quase todas as artérias da rua principal, nos bairros, nas longas filas dos ATM e nos homens de defesa e segurança espalhados nos principais pontos de circulação de pessoas e bens. Faustino Dias, em entrevista ao Jornal de Angola, afirmou que, embora não esteja habituado, ainda assim vai ter de usar a máscara como medida preventiva recomendada pelas autoridades. “Meu caro, esse vírus é bastante contagioso, estamos a ver como ele conseguiu parar o mundo e o número de mortes, sobretudo em países cujos padrões de saúde são considerados dos mais elevados”, disse.

Para ele, o que o governo deve fazer é fechar mesmo a fronteira Luanda/Bengo, pois muitos aventureiros se movimentam nesta zona sem o mínimo de controlo sanitário na área do Kifangondo. Faustino Dias apelou ainda ao governo provincial do Bengo no sentido de apoiar os alfaiates com tecidos para poderem produzir máscaras caseiras, já que estes não se podem deslocar para adquirirem material.

As máscaras respiratórias faciais filtrantes, consideradas mais apropriadas, segundo o nosso interlocutor, não chegam para todos, e as poucas farmácias existentes na região não conseguem dar resposta à procura. “A máscara é individual, descartável, mas vale informar as pessoas que são precisos outros cuidados complementares de segurança para não contrair ou transmitir doenças infecto-contagiosas”, revelou.

Por sua vez Luísa António, uma estudante do curso médio de laboratório, afirmou que, quando duas pessoas conversam sem o uso de máscaras, a chance que a pessoa saudável tem de ser contaminada com a Covid-19 da pessoa que já esteja doente é muito alta. Indicou que, para si, a maior preocupação é que as três farmácias existentes na vila de Caxito não possuem meios suficientes de higienização para que as pessoas possam adquirir.

“Os que precisam de estar nos postos de trabalho estarão a seguir os cuidados de higiene, usando máscaras e mantendo o afastamento físico? Falo dos policiais que têm, sobretudo, a missão de garantir a ordem e tranquilidade pública”, questionou. Disse à nossa reportagem ter acompanhado, através dos órgãos de comunicação social nacionais e estrangeiros, o que ocorreu na Itália, o que considera de atitude triste e dramática, com muitos óbitos, inclusive de jovens.
Na ronda efectuada pela nossa reportagem, o contraste são os mercados do Cauango, Parque do Sassa Povoação, onde os aglomerados eram bastante acentuados devido à procura de bens e serviços. Apesar da forte presença das forças de defesa e segurança nos mercados, no seu interior, o cenário das enchentes era visível.Cada um procurava levar o máximo de mantimentos para casa.

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