Sociedade

Covid-19: Famílias carenciadas no país beneficiam de cesta básica

Inúmeras famílias de zonas rurais do município do Lubango, província da Huíla, beneficiaram de cinco mil quilos de bens alimentares e material higiênico, doados pela comunidade mauritaniana.

10/04/2020  Última atualização 11H23
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A doação, entregue a Administração Municipal do Lubango, é composta por sacos de arroz, farinha de milho, caixas de óleo vegetal, sal, sabão, lixívia, entre outros. O porta-voz da Comunidade Mauritaniana na Huíla, El Haiba Souvi, disse que muitas famílias carenciadas têm recorrido aos armazéns a procura de alimentos. 

“A maioria sobrevivia de pequenos negócios nos mercados informais”, referiu, acrescentando que com o Estado de Emergência, decretado para prevenir o contágio e propagação da Covid-19, muitas famílias estão em quarentena e sem condições básicas.
O secretário da Administração Municipal do Lubango, Lopes Mulumbi, garantiu que os bens alimentares serão entregues às famílias vulneráveis já identificadas em diversos bairros da urbe.

Cuando-Cubango

O comité provincial do MPLA no Cuando Cubango doou ontem mais de três toneladas de bens diversos e materiais de biossegurança ao Governo provincial para apoiar algumas pessoas vulneráveis e os efectivos dos órgãos de defesa e segurança que trabalham na prevenção e combate à pandemia.
O segundo secretário provincial, José Martins, disse que os produtos doados são resultados da contribuição dos militantes, com vista a contribuir na prevenção e propagação da Covid-19 no seio das comunidades.
Um grupo de comerciantes mauritanianos doou, em Menongue, cerca de seis toneladas de bens alimentares diversos, incluindo um cheque de dois milhões de kwanzas, para ajudar na prevenção e combate à Covid-19.

Província do Cunene

Dez toneladas de produtos diversos foram doados ao Governo do Cunene, pela comunidade mauritaniana para apoiar as pessoas mais carenciadas.
O representante da comunidade mauritaniana, Mouhamed Abdallahi, disse que o gesto de solidariedade vai servir para mitigar as necessidades das populações mais necessitadas, em função das restrições impostas pelo Estado de Emergência devido à pandemia da Covid-19.
Mouhamed Abdallahi reiterou o apelo aos demais comerciantes no sentido de continuarem a reforçar as medidas de higiene nos estabelecimentos comerciais, bem como evitar a especulação de preços.
A governadora do Cunene, Gerdina Didalelwa, agradeceu a iniciativa da comunidade mauritaniana residente na província e disse que, tendo em conta o estado actual do país, existe muita gente com dificuldade em acorrer aos mercados formais e informais para aquisição de bens de primeira necessidade.

Dezenas de toneladas
na província do Bié

As comunidades mauritanianas e da Eritreia, residentes no Cuito, doaram 27 toneladas de diversos produtos de primeira necessidade para apoiar famílias vulneráveis, durante o Estado de Emergência.
A comunidade mauritaniana doou 17 toneladas e a comunidade eritreia doou 10 toneladas. “Viemos mostrar a nossa solidariedade com o povo angolano, na luta contra esta pandemia que assola o mundo inteiro”, afirmou Mohamed Sidy.
O vice-governador para Área Social, António Manuel, agradeceu a todos empresários que se juntaram ao clamor dos mais necessitados.

Solidariedade no Huambo

Empresários eritreus e etíopes, ligados aos ramos do comércio, indústria e serviços, residentes no Huambo, doaram, ontem, 2.585 toneladas de bens, avaliados em mais de 12 milhões de kwanzas, para ajudar a mitigar as dificuldades das famílias carentes, neste período de Estado de Emergência, devido à pandemia. Os empresários, através dos serviços que prestam no Huambo, com mais de 250 armazéns de bens de primeira necessidade, geram perto de cinco mil postos de trabalho directos e dois mil indirectos.
O vice-governador para o Sector Económico e Social, José Cornélio, louvou a iniciativa da comunidade desses dois países, sublinhando que a doação irá contribuir para atender algumas franjas da população com dificuldades, que, nalguns casos, são obrigadas a recorrer aos mercados formais e informais para a aquisição de bens de primeira necessidade.

 

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