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Covid-19: Condomínio sob vigilância sem abastecimento de água

No condomínio Austin, município de Talatona, em Luanda, uma das duas áreas habitacionais do país que está sob vigilância por causa do coronavirus, não tem água a correr pelas torneiras nos últimos dias.

28/03/2020  Última atualização 17H14
Agostinho Narciso| Edições Novembro

A falta de água estende-se um pouco pelas urbanizações adjacentes, como Jardim do Éden, Bom Sossego, BPC I e II e Projecto da Juventude I e II. A constatação contraria a garantia de que, durante a vigência do estado de emergência, o abastecimento seria regular.

A Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL) não dispõe de camiões-cisterna para fazer a distribuição de água potável aos bairros que não estão ligados à rede de abastecimento, informou, na terça-feira, o porta-voz, Amândio Joaquim.
Em declarações ao Jornal de Angola, no âmbito da prevenção e expansão da pandemia do Covid-19, o porta-voz disse que as administrações municipais podem, dentro das suas possibilidades, ajudar na distribuição de água a estas zonas, por terem camiões-cisterna que, geralmente, são utilizadas no fornecimento de água a hospitais e escolas.
O porta-voz da EPAL, Amândio Joaquim, adiantou que o fornecimento de água porta-a-porta é feito por camionistas associados, que retiram água de girafas (pontos de abastecimento) para ser comercializada nos bairros da província de Luanda com carência do líquido.
O condomínio Austin foi alvo de intervenção da Polícia e das autoridades sanitárias, sábado último, por causa da denúncia popular da existência de três cidadãos nacionais que regressaram de Portugal sem se terem submetido à quarentena.
Foram horas de negociações para que os dois cidadãos se rendessem às autoridades, a que se seguiu uma limpeza do condomínio e bloqueio de ruas. Além destes dois cidadãos, há mais um, que se barricou em casa, rejeitando entregar-se.

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