Cultura

Covid-19: Cineasta pede massificação de notícias nas comunidades

A implementação de campanhas mais activas de sensibilização e informação de proximidade nos bairros suburbanos e rurais em todo o país é, para o cineasta Mawete Paciência, um dos melhores meios de travar a propagação da Covid-19.

14/04/2020  Última atualização 21H36
Kindala Manuel | Edições Novembro © Fotografia por: Mawete Paciência chama atenção da sociedade para os riscos e perigos de um eventual contágio de nível comunitário

Para o realizador, o Estado de Emergência foi decretado como forma de primar pela salvaguarda da vida humana e, por isso, as pessoas devem ficar em casa para se protegerem. “Um conselho que deve ser acatado por todos os angolanos”, reforçou.
O não cumprimento das medidas de confinamento e a falta de informação necessária sobre os reais perigos da pandemia, por parte da população, é, disse, um dos factores que o Governo deve combater. “O sucesso do combate ao Coronavírus em Angola passa pela prevenção da transmissão comunitária, que segundo previsões de alguns especialistas, pode acontecer no início do mês de Maio”, adiantou.
Os bairros periféricos das capitais provinciais do país, alertou, podem ser, numa fase crítica da propagação do vírus, o epicentro da pandemia. “Se as pessoas não respeitarem as regras, este cenário terrível pode ser uma realidade cujas consequências poderão ser catastróficas”, salientou. “O Executivo deve usar todos os meios possíveis, criando grupos de informação e consciencialização de proximidade, associados à Polícia Nacional e às Forças Armadas, que devem entrar em bairros, em especial os das zonas periféricas, onde reside grande parte da população vulnerável e realizar campanhas de informação porta-a-porta, alertando sobre os perigos e as formas de prevenção”, disse.
Mawete Paciência considera preocupante o contágio comunitário, em especial na periferia, onde muitos vivem em condições de extrema pobreza. “O perigo reside, também, na forma silenciosa de contágio”, alertou, adiantando que o país está actualmente num bom caminho com medidas de sensibilização e um número reduzido de casos.

O cineasta
Mawete Paciência abraçou o mundo do cinema em 2005, altura em que fez parte do grupo de cineastas da “Nova geração”. Em 2005 realizou a longa-metragem “Mistério de Anguita”, mas foi com o filme “ O Resgate”, de 2009, que começou a se impor nas salas de cinema.
Em 2012, estreou outra longa-metragem, “Rastos de Sangue”, no Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC Luanda). Além destas produções, tem, actualmente, no mercado, entre outros, os filmes “Negligência Médica” e “Cicatrizes”.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura