Sociedade

Covid-19: Cidadãos desobedecem medidas preventivas em Luanda

Muitos cidadãos continuam a circular, a seu bel prazer, pelas ruas de Luanda, contrariando as medidas impostas pelas autoridades para evitar o contágio do Covid-19, mesmo depois do anúncio do Estado de Emergência.

31/03/2020  Última atualização 11H20
DR © Fotografia por: Milhares de pessoas e algumas centenas de viaturas estiveram retidas, desde ontem, nas margens do Rio Nzenza, município de Cacuaco, em função das res

Nota-se uma certa resistência por parte das pessoas em acatarem as orientações, com o argumento de quererem fazer compras ou irem à consultas médicas.  Ao que parece, as pessoas não estão preocupadas com o perigo de contágio, alimentando a falsa ilusão de que estão imunes à doença. Hoje por hoje, a Itália, Espanha e a França, apenas para citar estes, vivem os seus piores dias por terem tomado tardiamente medidas de segurança.
O surto alastrou e continua a ceifar vidas humanas, deixando a Europa enlutada e ainda sem solução para inverter o quadro. Além disso, a economia, também, está a ser gravemente afectada, face à paralisação de muitas empresas, grandes, pequenas e médias, prevendo-se que levará algum tempo a superação da crise.
Em Angola, há quem ainda duvide da existência da pandemia, um dos motivos que, provavelmente, leva as pessoas a insistirem em não se confinarem nos seus lares. Os dados sobre a evolução da doença no país começam a ser preocupantes. Os números de pessoas infectadas tendem a crescer diariamente. No sábado houve o registo de dois mortos. As vítimas estavam internadas na Clínica Girassol.
O quadro ilustra que até domingo haviam sido colhidas 272 amostras, das quais 21 estão a ser processadas. O número de pessoas em quarentena institucional aumentou para 1.089, das quais 557 estão em Luanda.
Na prática, os apelos não têm surtido efeito, sobretudo nos bairros periféricos de Luanda. Ontem, por exemplo, boa parte dos armazéns e mercados abriram as portas. Os vendedores do Mercado do Kifica não interromperam a sua actividade laboral, mesmo com todos os riscos que podem daí advir.
O mesmo se passou com os proprietários de armazéns, que se encontram à volta do Mercado do Kifica, que comercializam bens diversos. Cumpriram a sua jornada sem impedimento. À semelhança do Mercado do Kifica, o do Luanda Sul e da Sanzala, em Viana, também estiveram em pleno funcionamento. No trajecto Benfica-Baixa de Luanda, o movimento rodoviário esteve aquém do habitual em plena segunda-feira. Mas as viaturas que estavam em circulação também não eram poucas.
Nas ruas muitas pessoas caminhavam a pé. Em alguns pontos a Polícia apertou a segurança, mas alguns insurrectos rompiam as barreiras de controlo montadas. Os taxistas faziam das suas: carros lotados, o que coloca em risco a vida dos viajantes, que acabam, também, por ser coniventes. O mesmo acontece com os moto-táxis que continuam a circular, principalmente em áreas periféricas, ignorando por completo o Decreto Presidencial que os impede de realizar a actividade no período de quarentena.

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