Sociedade

Covid-19: Cadáveres são retirados da Morgue sem autorização das autoridades sanitárias

Bernardo Capita|Cabinda

Jornalista

Familiares de pessoas que morreram vítima de Covid-19 têm retirado os cadáveres da Morgue do Hospital Provincial de Cabinda para a realização de funerais, sem a devida autorização das autoridades sanitárias, denunciou, quarta-feira, o governador Marcos Nhunga.

20/11/2020  Última atualização 13H10
Marcos Nhunga disse que a atitude dos cidadãos constitui um autêntico risco à saúde pública © Fotografia por: Rafael Tati | Edições Novembro
Falando durante o encontro com as autoridades tradicionais da província, realizado no Centro Cultural Chiloango, Marcos Nhunga deplorou a atitude dos cidadãos que ignoram as normas estabelecidas para a realização de funerais de vítimas mortas de Covid-19.

Para o governador, a invasão da Morgue, para a retirada de parentes falecidos por Covid-19 constitui "um autêntico risco à saúde pública”, na medida em que contribui para o aumento do número de casos positivos de Covid-19 em Cabinda, onde já estão contabilizados 409 pessoas infectadas, das quais dez falecidas.

Marcos Nhunga referiu que a Covid-19 está a causar sérios problemas no seio das famílias, mas lamentou o facto de muitos cidadãos continuarem a agir de forma irresponsável, ignorando todas as medidas de prevenção estabelecidas pelas autoridades sanitárias, no sentido de mitigar o impacto do novo coronavírus."As pessoas nos bairros e aldeias continuam a circular sem máscaras e o distanciamento físico, esquecendo que esse é um comportamento de risco”, disse.

O governador exortou as autoridades tradicionais no sentido de intensificarem as acções de sensibilização e mobilização das comunidades, no sentido de cumprirem com as medidas de biossegurança.O regedor de Bumelambuto, João Ntango, prometeu ser incisivo na divulgação de mensagens que despertam a consciência dos cidadãos. "Nós, as autoridades tradicionais, temos o dever de trabalhar com as autoridades sanitárias para reduzirmos o impacto da doença no seio de muitas famílias”, reiterou.

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