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Covid-19: Cabinda mantém assintomáticos no hospital

Os casos positivos assintomáticos da Covid-19, em Cabinda, vão continuar a receber toda a assistência médica no hospital e não no domicílio, garantiu, recentemente, o coordenador da Comissão Provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19.

27/08/2020  Última atualização 10H10
António Soares| Edições Novembro

Miguel Oliveira, que falava durante a apresentação da situação epidemiológica da província aos membros da Comissão Multissectorial de Resposta à Covid-19, explicou que a medida visa evitar a propagação da doença no seio das comunidades, uma vez que os pacientes assintomáticos não dão garantias de cumprirem com as medidas que visam cortar a cadeia de transmissão da doença.

“Preferimos manter os doentes assintomáticos nos centros institucionais de tratamento, porque verificamos que esses pacientes em quarentena domiciliar nem sempre observam as orientações das autoridades sanitárias”, justificou diante do coordenador da Comissão Multissectorial de Resposta à Covid-19, Pedro Sebastião, e da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.
Miguel Oliveira, que é igualmente vice-governador para Área Política e Social de Cabinda, reforçou que, enquanto a província tiver casos positivos da Covid-19, a estratégia de manter os doentes assintomáticos, bem como os sintomáticos, nos centros institucionais de tratamento vai continuar até uma nova avaliação da situação.

No tocante a vigilância epidemiológica, Miguel Oliveira afirmou que, até a data, 1.302 pessoas foram colocadas em quarentena domiciliar e 715 em regime institucional, dos quais 710 receberam altas.
Na vertente laboratorial, Miguel Oliveira disse que a província foi bem-sucedida, pois, dos três mil testes rápidos ,que recebeu do Ministério da Saúde, subdivididos em três parcelas de mil testes cada, já realizou cerca de 1.950 testes, tendo, neste momento, um stock de 1.050 doses que serão, exclusivamente, para testar os cidadãos angolanos que regressam da República Democrática do Congo (RDC) e do Congo Brazzaville.

“Precisamos manter esse stock para podermos controlar a seroprevalência desses irmãos que, por imperativo da Covid-19, ficaram retidos nesses dois países vizinhos, com registo de circulação comunitária”, sublinhou, acrescentando que uma atenção especial será dada aos cidadãos idos das províncias do Zaire e de Luanda, no âmbito dos voos humanitários.
Miguel Oliveira afirmou que as autoridades sanitárias locais enviaram para o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), em Luanda, 869 amostras, para testes por Biologia Molecular, das quais 21 deram positivo, 625 negativas e 223 estão pendentes em vários laboratórios em Luanda.

Controlo sanitário

O coordenador da Comissão Provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19 informou que, no intuito de manter o controlo sanitário a nível da região, foi desenvolvido um conjunto de acções para garantir a inviolabilidades e segurança das fronteiras e o controlo sanitário, que resultaram no registo de 1.096 cidadãos angolanos provenientes de vários pontos do país, 132 da RDC e 136 do Congo Brazzaville, perfazendo um somatório de 1.366 pessoas.

“Esse registo engloba quer aqueles cidadãos que regressam nos voos humanitários, quer os que furam as cercas sanitárias” disse MiguelOliveira, acrescentando que foi registada a entrada 135 camiões, com mercadorias diversas provenientes da capital do país, via Congo Democrático, 75 do Congo Brazzaville e 23 idos especificamente da RDC.
Segundo esclareceu, os camiões, incluindo as mercadorias, são desinfectadas e os motoristas são submetidos a um rigoroso controlo.
Miguel Oliveira disse ser insuficientes, os ventiladores disponivéis, apesar de haver actualmente cinco instalados no centro de tratamento provisório, localizado no Hospital provincial de Cabinda.

A insuficiência de recursos humanos, sobretudo com formação específica em medicina intensiva, materiais de biossegurança, equipamentos para pulverização mecanizada e transporte específico, ou seja, ambulância de riscoe a falta de um laboratório para testagem por Bologia Molecular foram, dentre outros, os constrangimentos apontados pelo Coordenador da Comissão Provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Covid-19.

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