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Covid-19: Angola quer iniciar terceira dose a partir de Janeiro

Angola quer administrar a terceira dose de vacinas contra a covid-19 e iniciar a imunização de adolescentes a partir de Janeiro, anunciou esta sexta-feira (3) o coordenador da comissão multissetorial de prevenção e combate à covid-19.

03/12/2021  Última atualização 21H37
Terceira dose de vacinas contra a covid-19 © Fotografia por: DR
Em declarações à saída de uma reunião do órgão multissetorial que decorreu em Luanda, Francisco Furtado disse que a dose de reforço já está prevista para o final do mês em curso, para as pessoas com mais de 60 anos. Também está previsto que, a partir de Janeiro, comecemos a vacinar os nossos adolescentes”, entre os 14 e os 18 anos, adiantou.

As pessoas que já tenham mais de quatro meses passados após a toma da segunda dose podem também receber o reforço, a partir desta altura. "É isso que estamos a fazer e vamos continuar com esse esforço. O país tem ‘stocks’ de vacina (..), temos as províncias todas abastecidas, não há ruturas”, sublinhou o também ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República.

Francisco Furtado admitiu que "há algumas questões” relacionadas com a vacina da Sputnik - uma das que compõem o ‘mix’ de vacinas que Angola adquiriu ou recebe através de doações, mas que não é reconhecida pela Europa e Estado Unidos da América -, pelo que as autoridades admitem dar uma terceira dose com uma vacina diferente para que os cidadãos possam aceder aos certificados de vacinação.

Angola quer vacinar 60% da sua população alvo (maiores de 18 anos, num total de 15 milhões de pessoas) com a primeira dose da vacina até ao final deste ano e Francisco Furtado voltou a apelar aos que fizeram apenas a primeira vacinação para que se dirijam aos centros para completarem a imunização. O responsável sublinhou ainda a descida que se tem verificado no número de novos casos e de óbitos (em seis dias, o país teve 103 infectados), o que relacionou com o aumento da vacinação.


Nas últimas 24 horas foram confirmados 15 casos novos da doença, sem ocorrência de óbitos. Angola regista um total de 65.223 casos, dos quais 193 activos, 1.735 óbitos e 63.295 recuperados da doença. O cumulativo de pessoas vacinadas com uma dose é de 6.939.991, o que corresponde a uma cobertura de 44,02% da população alvo e as que receberam a dose completa foram 3.245.389, correspondendo a uma cobertura de 20,58%; O total de doses administradas contra a covid-19 em Angola é de 9.947.889.


Certificados digitais de Angola são reconhecidos em Portugal e outros países

Os certificados digitais de vacinação emitidos em Angola são reconhecidos e válidos em Portugal e em todos os países do mundo, disse hoje o ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, Francisco Furtado.

"Ainda não há um certificado internacional aprovado pela OMS [Organização Mundial de Sáude], mas os nossos cartões de vacina com as duas doses são suficientes para usar em qualquer parte, não há restrições”, disse Furtado, também coordenador da comissão multissetorial de prevenção e combate à covid-19, após uma reunião em Luanda.

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