Economia

Costa-do-Marfim e Gana querem suspender venda de cacau

A Costa-do-Marfim e o Gana, dois maiores produtores de cacau do mundo, queixam-se de estar a passar ao largo das margens de lucro da oferta do produto, enquanto, por outro lado, ameaçam parar as vendas.

13/06/2019  Última atualização 23H44
DR

Os dois vizinhos assumem que se o preço por tonelada descer abaixo dos 2.600 dólares,vão deixar de vender. Para Yamoussoukro e Accra, o cacau é um assunto de Estado. A queda recente de 40 por cento do preço do cacau afectou fortemente os orçamentos dos dois países que retiram mais de 10 por cento do PIB da comercialização deste fruto.

O mercado do cacau são 4,5 milhões de toneladas por ano. No entanto,  90 por cento da produção provém de apenas sete países e 85 por cento do produto é comprado pelas multinacionais.

Na Costa do Marfim, a queda do preço levou a cortes orçamentais importantes. O governo está sob a pressão de uma vaga de protestos sociais, com vários sectores nas ruas - dos funcionários públicos aos soldados - a pedirem melhores salários e melhores condições de vida.

Os protestos representam uma questão política séria no país, que emergiu em 2011 de uma crise política e de uma guerra civil, tendo-se tornado, desde então, a economia africana de crescimento mais rápido.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia