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Corridas de táxis decorre com normalidade em Cacuaco

Avelino Umba|

A corrida dos táxis decorre com normalidade, desde quarta-feira (12), no município de Cacuaco, Luanda, depois de dois dias consecutivos de paralisação total, por conta da greve decretada pelas respectivas associações representativas, que culminou com actos de arruaças e vandalismo na cidade capital.

13/01/2022  Última atualização 08H35
© Fotografia por: DR
Muito cedo, os homens do "Azul e Branco” voltaram a "rasgar as avenidas”, agora com lotação máxima, mas com a observância das medidas de biossegurança recomendadas pelo Executivo, para satisfação da maioria da população, que durante dois dias viu-se privada de se deslocar aos locais de trabalho e da resolução dos seus problemas.

A boa convivência entre os homens do volante e os agentes reguladores de trânsito era notória em todas as artérias visitadas pela reportagem do Jornal de Angola, tanto na vila como nas vias adjacentes e arredores.

O Jornal de Angola ouviu o relato de vários utentes, que foram unânimes em afirmar que os dois dias de paralisação dos serviços de táxis "são para esquecer, a julgar pelo calvário vivido”.

Marta Domingos, funcionária pública, exerce funções num dos centros médicos da comuna da Funda e mora na vila de Cacuaco. Disse sentir um alívio enorme com o regresso dos táxis, pois, durante dois dias de paralisação não conseguiu se deslocar para o local de trabalho.

Dalila Camati é outra trabalhadora que não conseguiu chegar ao local de trabalho, num dos bancos no Panguila, enquanto durou a paralisação dos serviços de táxis. Ela reside no Kikolo e contou que a paralisação dos táxis criou muitos transtornos às pessoas que dependem desses serviços.

Por seu turno, Xavier dos Santos, motorista de táxi,  satisfeito com a retoma de trabalho, disse que, apesar de a paralisação servir como meio de pressão a quem de direito, sofreu por aqueles que dependem destes meios.

"Temos familiares que só dependem do táxi. Se por um lado foi bom para fazer sentir o nosso clamor, por outro prejudicamos muita gente que depende dos nossos serviços e que, durante dois dias, não conseguiram se locomover para as suas actividades”, reconheceu.

Um outro taxista que atende por Diló, afirmou que haviam decidido paralisar a actividade num período de dois dias, exigindo das autoridades o respeito e o direito que lhes confere enquanto taxistas, em protesto contra o tratamento que lhes é dado pela Polícia de Trânsito na via.

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