Cultura

Coreógrafo quer políticas de inclusão

Manuel Albano

Jornalista

O coreógrafo Maneco Vieira Dias defendeu, ontem, em Luanda, a importância da criação de melhores políticas de inserção dos criadores, em particular os da dança, na sociedade e ao desenvolvimento e valorização da herança cultural nacional.

29/04/2022  Última atualização 09H30
Maneco Vieira Dias pede o apoio do Executivo para a valorização da arte e dos profissionais © Fotografia por: DR

Para o também presidente da Associação Angolana de Dança (AADança), Maneco Vieira Dias, a dança, mesmo tendo conquistado gradualmente um espaço devido ao trabalho desenvolvido, durante anos, por vários colectivos e companhias, carece de maior protecção e apoios do Executivo.

Mesmo com os esforços implementados pelo Executivo, no intuito de criar políticas capazes de ajudarem na rápida inserção dos artistas na Segurança Social e na criação de mais espaços para divulgação das artes, Maneco Vieira Dias espera ainda por uma maior dinamização e simplificação das políticas voltadas para o sector da cultura.

Nos dias de hoje, disse, ainda é fundamental um maior incentivo e apoio à produção e criação artística. "Precisamos de políticas inclusivas para incentivar a criação e com isso possibilitar o surgimento de outros projectos que vão gerar mais empregos para a juventude”, destacou.

O coreógrafo e director artístico do grupo tradicional Kilandukilu considera, ainda, essencial criar mecanismos de reconhecimento e incentivo a todos os grupos e companhias que têm trabalhado em prol do desenvolvimento da dança no país.

Ao longo destes anos, adiantou, o país deu passos positivos e relevantes com a criação de escolas de artes, que têm permitido a formação técnico profissional de muitos jovens, capazes de explorar hoje o potencial.

"Como associação queremos apresentar mais subsídios em torno da dança no país, porém é importante que as escolas de arte a serem erguidas, sejam erguidas também nos municípios, distritos e comunas do país, para incentivar as crianças”, disse.

No domínio da investigação, o coreógrafo lamentou o facto de existirem poucos iniciativas quanto a realização de estudos sobre o acervo cultural angolano, por falta de condições financeiras e de tecnologias.

Com a consolidação da paz, adiantou, as artes, em particular a dança, podem dar uma maior contribuição à diversas áreas da sociedade.

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