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Conteúdo Local valoriza criação de novas parcerias

A transição energética em Angola deve "ser harmonizada" com a exploração de petróleo e gás, uma vez que cria oportunidades de negócio para as empresas locais de prestação de serviços, afirmou, ontem, em Luanda, o secretário de Estado para os Petróleos e Gás.

24/11/2021  Última atualização 09H40
País privilegia a produção e consumo de energia proveniente de fontes renováveis © Fotografia por: DR
José Barroso presidia a abertura da 2ª Conferência de Tecnologia e Serviços de Petróleo e Gás de Angola (AOTC), promovida pela Associação de Empresas Prestadoras de Serviços da Indústria Petrolífera Angolana (AECIPA).
Na ocasião, assegurou que a transição energética "é uma preocupação de Angola", uma vez que o país privilegia a produção e consumo de energia proveniente de fontes renováveis, em particular barragens hidroeléctricas.
Ainda assim, de acordo com o governante, este objectivo deve ser harmonizado com a contínua exploração de petróleo e gás para a sustentabilidade da economia e para financiar os esforços desta transição.
De acordo com o secretário de Estado para os Petróleos e Gás, as empresas de prestação de serviços "poderão jogar um papel fundamental, ao desenvolver e trazer para o mercado nacional, equipamentos e tecnologia de última geração, que garantam operações petrolíferas mais eficientes e com menos emissões de gases de efeito estufa, bem como os que ajudam a atenuar os efeitos do declínio acentuado de produção.
Por outro lado, disse, a transição energética deve servir também para que empresas tecnológicas internacionais criem "joint ventures" com parceiros nacionais "de modo a acompanharem e beneficiarem das oportunidades de negócio que deverão surgir em torno da cadeia de valor" desta indústria, desde o "upstream" (exploração, perfuração e produção) ao "downstream" (transporte, distribuição e comercialização).
José Barroso abordou também o tema da incorporação do conteúdo local no sector petrolífero, tendo apontado a lista recentemente publicada com os requisitos que habilitam as sociedades comerciais e em particular as de direito angolano para a prestação de serviço à indústria petrolífera em Angola.
"Estão lançadas as bases para que os empresários nacionais possam concorrer e participar nos concursos de fornecimento de materiais e equipamentos, bens e serviços em função dos regimes definidos na legislação sobre o conteúdo local", afirmou.
Dados partilhados no evento estimam estarem, neste momento, registadas em Angola 232 empresas de conteúdo local que podem garantir mais de 16 mil postos de trabalho, principalmente para quadros e técnicos angolanos.
Aludiu ainda aos efeitos da pandemia sobre o sector que foi forçado a tomar medidas severas de restrição, incluindo limitação da mobilidade, o que levou grande parte das empresas a trabalhar "em condições de dificuldades extremas e com recursos limitados", tendo a perfuração parado por completo entre Março e Abril de 2020.
Ainda assim, realçou a atitude positiva da indústria, em particular os prestadores de serviço "que mostraram adaptabilidade, compreensão, mas sobretudo resiliência".

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