Política

Congresso da FNLA quer renovar esperança

O quinto Congresso Ordinário da FNLA começa hoje, em Luanda, com esperanças de que marque, definitivamente, o fim das lutas pela liderança do partido e o primeiro passado para a sua reafirmação na cena política nacional.

16/09/2021  Última atualização 07H45
© Fotografia por: DR
A eleição de uma nova direcção será o ponto mais alto do congresso, que se estende até sábado, mas outros assuntos importantes deverão ser discutidos no encontro, como as linhas orientadoras do partido para os próximos quatro anos, bem como o esboço do programa de Governo para as eleições gerais do próximo ano.

À presidência da FNLA estão na corrida cinco candidatos: Carlito Roberto, antigo deputado e filho do fundador do partido, Nimi-a-Simbi, antigo deputado e vice-presidente na liderança de Ngola Kabangu, Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes e Lucas Ngonda, que busca a reeleição. Há 11 anos na liderança do partido, Ngonda vinha sendo pressionado a sair, alegadamente pela letargia em que se encontra o partido, divisões internas e, sobretudo, por a sua legitimidade ter estado em causa, uma vez que o último mandato de quatro anos está expirado há dois anos.

 Em resposta, o líder, de 81 anos, justifica a situação com que se encontra o partido com forças externas e internas que, alegadamente, fomentavam a divisão e sabotavam as actividades, o que inviabilizou a realização de algumas tarefas, como o próprio congresso.

 Consciente de que algo ficou por fazer, o também deputado e docente universitário decidiu voltar a concorrer, para aquilo que considera ser um "mandato de transição”, pois não pretende chegar ao fim. A meta, como garantiu o próprio em recente conferência de imprensa, é sair na véspera do fim do mandato como deputado, antes das eleições do próximo ano, deixando o partido completamente reconciliado e com um sucessor à dimensão da FNLA. Lucas Ngonda garantiu, igualmente, que não seria candidato do partido à Presidente da República nas eleições de 2022. Esta figura seria eleita num congresso extraordinário, previsto para o próximo ano.

 Relativamente à reconciliação, Ngonda parte para este congresso com um capital que se deve destacar. Depois de várias tentativas de reconciliação, conseguiu garantir que militantes próximos a Ngola Kabangu também participassem no congresso, contribuindo, assim, que o conclave seja mais abrangente.

 Além da integração de membros seus na comissão preparatória do congresso, bem como a eleição de delegados ao conclave, o grupo de Kabangu avançou, igualmente, com um candidato a presidente do partido: Nimi-a-Simbi.

Militantes ouvidos pelo Jornal de Angola previram que este venha a ser o congresso mais disputado na história da FNLA, mas um deles, que pediu o anonimato, acredita que a disputa para a liderança estará apenas centrada em dois candidatos: Lucas Ngonda e Pedro Gomes. Entretanto, conclui que Ngonda é, de longe, o favorito.

 Pedro Gomes afirmou que, caso tenha justiça e transparência na selecção dos mais de mil delegados ao congresso, será o novo presidente da FNLA.

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