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Congoleses escolhem este domingo o Presidente

Congo vai este domingo a votos, com Dennis Sassou Nguesso, que está há 36 anos no poder, a ser principal candidato à vitória apesar de ter pela frente mais sete candidatos

20/03/2021  Última atualização 21H44
O actual Presidente do Congo, Denis Sassou Nguesso, enfrenta este domingo, 21, sete adversários para se manter no lugar © Fotografia por: DR

O actual Presidente do Congo, Denis Sassou Nguesso, enfrenta este domingo, 21, sete adversários para se manter no lugar que conhece desde há 37 anos, tendo como principais rivais Mathias Dzon, um ex-ministro das Finanças de 73 anos, e Guy-Brice Parfait Kolelas, 60 anos, cujo pai, Bernard chegou a ser Primeiro-Ministro do Congo em 1997 durante a guerra civil do país.

Enquanto Kolelas é apoiado pelo seu próprio partido político, a União dos Democratas Humanistas (UDH), o maior grupo de oposição do país, a União Pan-Africana para a Social Democracia (UPADS), anunciou que boicotará as eleições.

Sassou Nguesso, de 77 anos, que disputa um quarto mandato, é um general aposentado que governou pela primeira vez de 1979 a 1992 antes regressando no final da guerra civil, em 1997.

A vitória de Sassou Nguesso, em 2016, foi marcada por derramamento de sangue e alegações de fraude, com dois dos seus oponentes, Jean-Marie Michel Mokoko e Andre Okombi Salissa, a contestarem os resultados na Justiça. Ambos foram presos, julgados e cada um deles condenado a 20 anos de prisão sob a acusação de minar a segurança do Estado.

A Igreja Católica do Congo disse na semana passada que tinha "sérias reservas” sobre estas eleições, já que as restrições ao coronavírus e um sistema eleitoral instável poderiam minar a confiança no voto.

Um activista de direitos humanos foi preso em Brazzaville, uma semana antes das eleições presidenciais, revelou, ontem, a AFP. Trata-se de Alexandre Ibacka Dzabana, 77 anos, coordenador da Plataforma Congolesa de ONG de Direitos Humanos, que é acusado de "querer desestabilizar o processo eleitoral”, tendo sido detido por agentes de segurança à paisana.

De acordo com familiares seus residentes em França "este é um sequestro porque ele foi preso por homens não identificados. Fonte oficial citada pela AFP, disse que o activista foi preso por estar em contacto com elementos congoleses cuja missão é desestabilizar o processo eleitoral.

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