Regiões

Comuna de Cutato precisa de salas para acolher dois mil alunos

Weza Pascoal | Menongue

Jornalista

A comuna do Cutato precisa de perto de 45 novas salas de aula, para acolher cerca de duas mil crianças que se encontram fora do sistema de ensino, revelou, este sábado, o seu administrador.

29/05/2022  Última atualização 10H53
© Fotografia por: DR

Pedro Ndala referiu que as salas devem ser construídas nas localidades de Malengue, Ntumbole, Kanhongo, Chuco, Chizimo-Ndivisso, Tome e Muquenque.

Neste momento, mais de quatro mil alunos matriculados no presente ano lectivo nos diferentes níveis de ensino, na comuna, que fica 66 quilómetros da sede municipal do Cuchi, na província do Cuando Cubango, estudam em escombros, debaixo de árvores e ao relento, por falta de escolas.

Além das salas de aula, a comuna necessita de 70 novos professores para o ensino primário, secundário e o pré-escolar, destacou Pedro Ndala, numa altura em que a região tem apenas 60 agentes de ensino.

Quanto à Saúde, fez saber que a comuna conta com quatro unidades sanitárias, das quais um centro de saúde e um posto de saúde, localizados na sede comunal do Cutato, e dois postos nas localidades do Malengue e Chilanda-Ngombe, respectivamente.

O administrador comunal apontou a malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, infecções urinárias, febre tifóide, gastrite e a tuberculose como as principais patologias que enfermam as comunidades.

Disse que o sector necessita de três médicos, para acudir as áreas de clínica geral, pediatria e obstetrícia. Actualmente, os serviços são assegurados por apenas 14 enfermeiros.

A comuna tem necessidade de mais 20 enfermeiros para acudir as populações de Chiengo, Malengue, Chilanda-Ngombe, além de oito postos de saúde, com residências para os profissionais, e duas ambulâncias.

Sobre a agricultura, o administrador do Cutato manifestou o seu descontentamento, pela distribuição tardia de sementes diversas na presente época agrícola, o que contribuiu para a baixa produção.

Pedro Ndala solicitou a recuperação do Pólo Agrícola do Chilandangombe, que está abandonado. "Pedimos ao Governo para indicar um novo responsável para esta instituição, com vista a dinamizar a actividade produtiva na região  e acabar com a fome”.

No que diz respeito à distribuição de água potável, fez saber que 4.757 pessoas das diferentes localidades consomem água imprópria, retirada directamente dos rios e cacimbas, desde a vandalização do sistema de abastecimento e dos 14 chafarizes.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Regiões