Economia

Companhia descarrega 30 mil toneladas de trigo

O grupo empresarial de Benguela Leonor Carrinho iniciou, sexta-feira, uma operação de descarga de 30 mil toneladas de trigo a granel, no âmbito do modelo de diversificação adoptado pela companhia que implica a agregação de valor nacional, ou a transformação, antes de o produto ser introduzido no mercado.

17/11/2019  Última atualização 18H59
Jesus Silva | Edições Novembro © Fotografia por: Empresa e Serviço Aduaneiro acertam detalhes da descarga


Samuel Candundo, administrador de Finanças do grupo, afirmou ao Jornal de Angola que a companhia liberta o trigo para o mercado depois de transformado, o que resulta numa adição de valor nacional de 70 por cento, acima da agregação de valor de 30 por cento de há três anos, quando o Leonor Carrinho apenas embalava o produto importado.
O administrador indicou que, com um consumo médio de 1.300 toneladas por dia, as 30 mil recebidas vão durar menos de 30 dias, mas, nesse período, dinamizam a actividade da empresa, bem como de todos outros operadores envolvidos, como o porto, transportadores e a própria economia.
O grupo designa os processos de agregação de valor “integração invertida”, sendo aplicado também à farinha de milho, açúcar e outros produtos.
Samuel Candundo anunciou que, nos próximos dias, chegam ao Lobito outros navios com produtos a granel, como milho, açúcar e o arroz, para serem transformados nas unidades industriais angolanas.
No caso do açúcar, o processo de branqueamento será feito e embalado em Angola, sempre no modelo de agregação paulatina de valor nacional, o que também acontece com o arroz e a massa alimentícia “Tio Lucas”.
Os processos de “integração invertida” do grupo, iniciados entre 2012 e 2013, passam por uma segunda fase, que ocorre de 2018 a 2023, consiste no aumento do investimento para concentrar 14 fábricas na provisão de 18 produtos. A terceira fase, no ponto fulcral do plano estratégico, consistirá no fomento de produção de matérias-primas, com a integração de parceiros locais.

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