Cultura

Companhia de Angola estreia “Isto é uma mulher?”

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA) apresenta hoje, às 18h00, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, o espectáculo de dança “Isto é uma mulher?”, uma criação conjunta das coreógrafas Ana Clara Guerra Marques e Irène Tassembédo.

20/05/2022  Última atualização 07H15
Bailarinos da Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDCA) procuram mostrar em palco todo seu potecial criativo © Fotografia por: Rui Tavares

Depois da estreia, hoje, o espectáculo volta a ser exibido amanhã e domingo, pelas 17h00, no Memorial. A próxima semana, a CDCA apresenta, nos dias 27, 28 e 29, o espectáculo na União dos Escritores Angolanos.

Devido a falta de salas de teatro em Luanda, os espectáculos vão ser apresentados nos espaços exteriores do Memorial e da União dos Escritores Angolanos.

Com a criação da peça, as coreógrafas Ana Clara Guerra Marques (Angola) e Irène Tassembédo (Burkina Faso) convocam o público à descoberta, desafiando-o a confrontar-se consigo próprio e a envolver-se num universo onde, em cada pergunta e resposta, existe uma probabilidade.

Em relação ao tema, Ana Clara Guerra Marques esclarece que não pretendem, com a peça, apresentar soluções, "muito menos homenagear, exaltar, mostrar compaixão ou assumir qualquer lugar comum em torno da mulher, mas sim integra-lá na construção de um lugar humanizado e evoluído, isente dos paradigmas do passado”.

Ex-aluna da Escola Mudra-Afrique, de Maurice Béjart, em Dakar, Irène Tassembédo é uma das maiores figuras da Dança na África contemporânea. Há mais de três décadas que desenvolve um trabalho coreográfico original, combinando a dança contemporânea e africana, reinventando novas linguagens para a dança.

Pioneira da dança contemporânea em Angola, Ana Clara Guerra Marques é a fundadora da primeira companhia profissional angolana, a CDCA, com a qual propõe novas formas e conceitos de espectáculo, dividindo a sua criação entre a intervenção / crítica social e a extensão artística do trabalho de investigação sobre as danças patrimoniais angolanas, com incidência na cultura cokwe.

Fundada em 1991, a CDCA é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, com um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior.

Com dezenas de obras originais, é, hoje, a referência da dança cénica angolana no mundo. Em 30 anos de existência, a companhia ocupa um lugar privilegiado na História do país e continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.

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