Cultura

Companheiros de palco surpreendem Rufino Cipriano

Analtino Santos

Jornalista

Carlitos Vieira Dias, Teddy Nsingui, Raul Tollingas, Manú, Miqueias Ramiro, Dinho Silva, Legalise, Luis, Bucho e os integrantes do Conjunto Dizu Dietu surpreenderam com um concerto surpresa Rufino Cipriano, mestre dos teclados e harmonias da música angolana.

19/04/2022  Última atualização 10H55
© Fotografia por: CEDIDA

No final da tarde de domingo, colegas e familiares reuniram-se num salão de festas no Morro Bento para executar temas nacionais com a participação em estúdio do instrumentista e outros que muito aprecia.

Carlitos Vieira Dias foi o último artista a subiu ao palco, a relação com Rufino está presente em vários projectos musicais, com destaque da fundação da Banda Maravilha.

Miqueias Ramiro, por sinal o teclista que o substituiu na Banda Maravilha, foi outro músico presente e participou em grande parte do concerto. Colega nos Kimbambas do Ritmo, o percussionista e vocalista Manú também esteve em palco a interpretar temas nacionais e estrangeiros. Emanuel Mendes, o tenor e professor de música, foi outra voz presente neste concerto celebrativo.

O suporte instrumental esteve a cargo do Conjunto Dizu Dietu, formação que tem Rufino Cipriano nos teclados e tem como vocalistas Legalize e Lito Graça, artistas que proporcionaram uma viagem musical recordando temas de referências como: David Zé, Urbano de Castro, Teta Lando, Óscar Neves, Kiezos e Francó.

Rufino Cipriano é um dos mais respeitados e homens dos teclados da música angolana. O momento serviu para assinalar o sexagésimo aniversário. O artista fez um breve resumo do seu percurso, o actual integrante do Conjunto Dizu Dietu e professor de música esteve na fundação da Banda Maravilha e participou no primeiro disco. Cansado da agitada actividade artística de palco deu uma pausa, mas participando em eventos pontuais e trabalhos de estúdio com Dionísio Rocha, Carlitos Vieira Dias, Kimbambas do Ritmo e Negoleiros do Ritmo.

Uma fase musical que muito estima é a passagem pelo Conjunto Merengues, o Internacional Bula Muhongo cm o qual percorreu o mundo com figuras como Nando Tambarino, Nanuto, Betinho Feijó, Dinho Silva, Moreira Filho, Galiano Neto, Gregório Mulato e outras grandes referências da música angolana.

Rufino falou do seu passado: "tudo começou na então República do Zaire, quando os pais nacionalistas angolanos estavam na terra de Lumumba e com padres católicos recebi as primeiras aulas”.

Depois de 11 de Novembro em Angola, a paróquia do São do Paulo é o seu pouso e teve como mestre, o professor Jorge Macedo. Nesta fase começa a ser sondado por artistas da música popular e desta forma Boano da Silva o leva para o Dimba dya Ngola. Depois um convite para os Jovens do Prenda, tudo confirmado foi desaconselhado e desta forma forçou Zé Keno a tocar também teclado, a saída do Dimba dya Ngola foi consumada depois do contacto dos Merengues, na altura afecto a JMPLA e com condições acima da média.

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