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Comores e Gâmbia materializam sonho

Teresa Luís

As selecções das Ilhas Comores e da Gâmbia marcam presença de forma inédita na fase final do Campeonato Africano das Nações em futebol, CAN, feito histórico para ambas, mercê das campanhas de apuramento exitosas.

09/01/2022  Última atualização 03H55
Manter o desempenho da fase de apuramento é o objectivo © Fotografia por: DR
Quarenta e dois anos após a criação da Federação de Comores, só em 2005 a mesma filiou-se à Confederação Africana e a FIFA.Às ordens do técnico Amir Abdou e capitaneada por Nadjim Abdou a Selecção de Comores começou a etapa de qualificação com triunfo na deslocação ao Togo, por 1-0. Em casa, na recepção ao Egipto, no Stade international Saïd Mohamed Cheikh, os pupilos de Amir Abdou empataram sem golos e na condição de visitantes, frente ao Quénia, voltaram a igualar o marcador a um tento.

Motivados pelos cinco pontos somados, o combinado de Comores venceu, por 2-1, em casa o conjunto queniano. Diante do Togo, no seu reduto, a Selecção estreante não foi além do empate sem golos, ao passo que na derradeira jornada em terras dos faraós averbaram derrota por 0-4.

Apesar do desaire, as Ilhas Comores somaram nove pontos, cifra suficiente para garantir a presença na prova. O avançado Faïz Selemani é a estrela mais cintilante do grupo. A Gâmbia começou a campanha de qualificação com vitória diante do Gabão, por  2-1 em casa. A seguir, os pupilos de Tom Saintfiet derrotaram Angola, no seu reduto, por um golo sem resposta.


  BUSCA PELA PRIMAZIA
Cinco selecções são
candidatas ao título


 
Egipto, Camarões, Argélia, Nigéria e Ghana são as selecções cujo arcaboiço e histórico de participações lhes confere o estatuto de candidatas ao título da 33ª edição do Campeonato Africano das Nações (CAN'2021) em futebol. O combinado egípcio, o mais titulado com sete troféus, é seguramente uma das selecções a ter em conta na luta pelo ceptro. Os faraós venceram a prova sob a égide da CAF nas edições de 1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010.

Mohamed Salah, atacante do Liverpool, é a estrela da companhia e tem a missão de motivar os companheiros. Nas vestes de anfitriã, Camarões pretende deixar a sua marca. Depois das conquistas em 1984, 1988, 2000, 2002 e 2017 os camaroneses querem fazer do factor casa a principal divisa com vista ao alcance da sexta taça.

Actuais detentores do título, os argelinos disputam o CAN com o objectivo de defender o troféu ganho em 2019. Às ordens de Djamel Belmadi, os argelinos contam com um núcleo duro, onde se destacam os avançados Riyad Mahrez ( jogador do Manchester  City), Youcef Belaïli e Baghdad Bounedjah. Além de 2019, o combinado da Argélia venceu o campeonato de 1990.

Três vezes campeã africana, nas edições de 1980, 1994 e 2013, a Nigéria também é candidata. Sob o comando do técnico português José Peseiro e capitaneados por William Troost-Ekong, as Super Águias querem melhorar o terceiro lugar de 2019.  Joseph Yobo, Vincent Enyeama e Rashidi Yekini são os destaques na equipa nigeriana. Distante dos tempos áureos, o Ghana é ainda uma das maiores forças do futebol africano, e já venceu por quatro vezes   1963, 1965, 1978 e 1982.


Com seis pontos, o conjunto capitaneado por Pa Modou Jagne perdeu na deslocação ao Gabão, por 1- 0. Ainda assim os gambianos mantiveram-se crentes no apuramento histórico, e nesta senda, na deslocação ao Congo Democrático os "Escorpiões" venceram, por 1-0.


Com nove pontos, o combinado da Gâmbia empatou a dois golos na recepção aos congoleses e venceram de forma convincente na visita a Angola, por 3-1. O artilheiro  Assan Ceesay é o destaque do conjunto.

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