Política

Comité Central do MPLA alargado para 693 membros

Geraldo Quiala

Jornalista

O MPLA aprovou,terça-feira (7) , a resolução sobre o alargamento do Comité Central (CC), que passa de 497 para 693 membros, durante os trabalhos da VII Sessão Extraordinária em que se definiu, igualmente, a futura composição do órgão cuja paridade agora é de 346 candidatos do sexo masculino e 347 do feminino.

08/12/2021  Última atualização 08H05
Após aprovação da ordem de trabalhos, a Sessão Extraordinária discutiu vários documentos © Fotografia por: Santos Pedro| Edições Novembro
Segundo o comunicado final do encontro, de igual forma, o futuro Comité Central aprovou 340 candidatos pela lista da continuidade e 353 pela da renovação, ao passo que, em relação à representatividade da juventude, terá mais de 35% de jovens, entre os 18 e 35 anos, numa reunião em que foi determinada a composição dos membros e suplentes do órgão.

O Comité Central expressou o total apoio à candidatura do militante João Lourenço ao cargo de presidente do partido pela sua dedicação e contribuição para a unidade e coesão no seio da organização, princípios que fazem com que o MPLA continue a ser o maior e o principal agente das transformações políticas e sócio-económicas de Angola.

Por outro lado, o Comité Central deliberou que a aprovação das listas de candidatos a presidente do partido e para membros do futuro CC fosse feita por mão levantada, devendo a mesma ser por voto secreto no VIII Congresso Ordinário do MPLA.

O Comité Central manifestou, igualmente, o seu reconhecimento pelo desempenho de todos os "camaradas”, que agora cessam o mandato, em particular, o acto assumido por alguns integrantes da Luta de Libertação Nacional e da Clandestinidade, que se disponibilizaram, voluntariamente, para deixar os seus lugares à disposição de quadros da nova geração.

Pela comemoração dos 59 anos da fundação, o Comité Central felicitou a JMPLA e recomendou à direcção da organização a continuar a trabalhar com os jovens angolanos na educação patriótica e na transmissão dos valores, que devem reger a sua conduta na sociedade.

Os membros deste órgão partidário saudaram, também, a realização do VIII Congresso Ordinário do MPLA, a decorrer de 9 a 11 de Dezembro, em Luanda, sob o Lema: MPLA – Por uma Angola mais Desenvolvida, Democrática e Inclusiva, assim como pela celebração do 65º aniversário da fundação do MPLA, que se comemora a 10 de Dezembro, apelando aos seus militantes, simpatizantes e amigos a participarem, activamente, nas festividades alusivas ao evento.

Por último, o Comité Central reiterou o seu apoio a João Lourenço, Presidente da República de Angola e Titular do Poder Executivo, e encoraja-o a continuar a implementar acções em prol do desenvolvimento do país, do bem-estar dos cidadãos, da paz, da reconciliação nacional, da estabilidade e da integração regional e internacional.

 João Lourenço anuncia homenagem digna aos que deixam o Comité Central

O presidente  do MPLA, João Lourenço, destacou terça-feira (7), na VII Sessão Extraordinária do Comité Central, os militantes que vão passar o testemunho à nova geração e anunciou que pela riqueza do seu percurso histórico no partido e país serão homenageados no VIII Congresso, a decorrer de 9 a 11 deste mês, em Luanda.
De acordo com o líder do partido maioritário em Angola, nos congressos sempre cumpre com o princípio da renovação e da continuidade, pelo que este não será excepção. "Na renovação ficaram de fora 156 camaradas”, disse, acrescentando: "Aproveitamos, também, fazer com que os camaradas de uma determinada geração aproveitem este congresso para fazerem a passagem de testemunho”.

João Lourenço destacou a "grande riqueza” e o "percurso histórico” no partido das figuram que vão deixar o seu testemunho para outras gerações. "Não diria propriamente para os jovens, porque o Comité Central não terá só jovens, na verdadeira acepção da palavra. Mas terá gerações que estão abaixo desta a que estou a me referir”, prosseguiu.

Reconheceu o valor, por tudo quanto vem fazendo em prol do MPLA e do país, e a vida "muita sacrificada, quer nas matas, nas cadeias, ou, simplesmente, na clandestinidade, em que foram os pilares” do partido. Para o presidente do MPLA, a vida é mesmo assim, em determinado momento, pois há a necessidade sempre de sucessão, por razões de diversa ordem, inclusive de idade e saúde.

"É assim que, depois de consultados e tendo aceite, há um grupo de camaradas que eu vou citar os nomes que cedem os seus lugares na direcção do partido, para serem ocupados por camaradas de gerações mais novas, mesmo sem serem, necessariamente, jovens. Quem tem 50 anos, quem tem 70 anos não é jovem, mas é de uma geração abaixo daquela que vou citar”, esclareceu.

Citou os nomes de Roberto de Almeida, Dino Matrosse, António França "Ndalu”, Amadeu Amorim, Francisco Magalhães Paiva "Nvunda” e Santana André Pitra "Petroff”, que não vão constar da lista do Comité Central, além de Fernando Faustino Muteka, Nzau Puna e Batalha de Angola, estes três últimos por razões de saúde.


Conselho de Honra e homenagem digna


Segundo João Lourenço, no VIII Congresso prevê-se a criação de um órgão de consulta do presidente do partido, ao estilo do Conselho da República a nível do Estado. "Estamos a chamar conselho partidário, mas talvez possamos alterar de novo – ainda vamos a tempo”, referiu, sugerindo que poderá ser chamado Conselho de Honra, integrado pelos nomes citados, por indicação do presidente do partido.

Depois de décadas ao serviço do partido e do país, afirmou o presidente do MPLA, "não se larga a direcção do partido assim, sem nenhum reconhecimento explícito do partido que sempre serviu”.

Por essa razão, acrescentou que está a ser preparada para a sessão de abertura do VIII Congresso uma homenagem digna a estas figuras, sem adiantar no que vai consistir esta iniciativa.

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