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Comissão vai investigar morte de manifestantes

O líder da Junta Militar no poder no Sudão, Abdel Fattah Al-Burhane, ordenou, terça-feira (18), a formação de uma Comissão para investigar a morte de sete manifestantes durante os protestos de segunda-feira contra os golpistas.

19/01/2022  Última atualização 07H20
População protesta constantemente contra os golpistas © Fotografia por: DR
"Abdel Fattah Al-Bu-rhane, comandante-chefe do Exército e presidente do Conselho Soberano, o mais alto órgão governante do Sudão, emitiu a ordem de formar uma Comissão para investigar os acontecimentos ocorridos durante as manifestações de 17 de Janeiro",  informou a agência noticiosa do país, SUNA.

A Comissão será constituída por membros do Ministério Público e dos órgãos do Estado e terá 72 horas "para relatar as medidas tomadas",  segundo a SUNA.

Manifestação

As  mortes aconteceram,  segunda-feira, durante protestos contra o golpe de Estado militar de 25 de Outubro passado, segundo o Comité Médico, número confirmado pela Polícia sudanesa. Trata-se do maior número de mortos num único dia desde  o golpe de Estado em Outubro de 2021, quando deu-se início às manifestações, elevando-se para 71 o total de manifestantes mortos.

A União Europeia e o Gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos apelam a "investigações exaustivas, rápidas e independentes" sobre as acções das Forças de Segurança.

Esta não é a primeira vez que as autoridades militares do Sudão se comprometem a investigar as mortes em manifestações.
O Sudão vive um impasse político desde o golpe militar de 25 de Outubro de 2021, que ocorreu dois anos após uma revolta popular, protagonizada  então pelos Comités de Resistência, para remover o autocrata Omar al-Bashir e o seu Governo islamita, em Abril de 2019.

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