Sociedade

Comissão Multissectorial aumenta competências na prevenção individual

O porta-voz da Comissão Provincial Multissectorial para a Covid-19 defendeu, em conferência de imprensa, realizada domingo em Saurimo, a actualização de conhecimentos a todos os técnicos em funções nas distintas unidades sanitárias, para aumentar competências na preven-ção individual e melhorar a segurança durante o manuseio de pessoas infectadas.

22/04/2020  Última atualização 10H30
DR

Viegas de Almeida manifestou-se preocupado com registos de violações ao Decreto Presidencial 28/20, traduzidas em"circulação aparentemente impune de cidadãos nas ruas e cenários de convívios, particularmente de jovens, junto de roulottes e espaços afins."
No balanço apresentado, Viegas de Almeida fez saber que o sector recebeu, há dias, da estrutura central, um reforço em medicamentos para tratar várias patologias comuns na região, numa altura em que se verifica escassez de equipamentos de biossegurança, reflexo do número crescente de solicitações. Disse que a província aguarda expectante pela chegada de seis médicos cubanos de várias especialidades, para reforçar a equipa local disponível para o combate à Covid-19.
Viegas de Almeida realçou que, pela primeira vez, a província da Lunda-Sul vai contar, no seu quadro orgânico, com um técnico de imagiologia e outro de bioestatística.
Deu a conhecer que o número de pessoas em quarentena passou de 575 para 578, e por violação às normas de conduta preventivas dois jovens viram a quarentena domiciliar convertida em institucional. Enalteceu o espírito de entrega das estruturas municipais na pontualização regular da situação, em particular o município de Muconda, que por força da sua proximidade com a fronteira exige vigilância apertada.

Mercados às moscas
O administrador municipal de Saurimo considerou que o encerramento de todos os mercados, vulgo praças, "foi uma medida acertada, devido à falta de condições de saneamento adequadas e notável negligência no cumprimento de regras impostas para travar um inimigo impiedoso e invisível”.
Neves Romão realçou que o preço para preservar a vida transcende o ressentimento experimentado por "cerca de 90 por cento da população cuja vida depende essencialmente da actividade nos mercados". Reconhece que a realidade "é visível, com todos os transtornos, mas o acesso a tais serviços exige saúde, a qual prevenimos".
"Se houver organização as vendas em quintais podem ser uma alternativa, em detrimento de pracinhas que surgem um pouco por todos os bairros”, disse.

Limpeza, acesso
à água e funerais
O administrador municipal reconheceu que trabalhadores afectos às operadoras que intervêm na higiene e saneamento da cidade e arredores estão expostos ao risco, uma vez que exercem actividade sem protecção, mas garantiu que “há um trabalho em curso para equipar este segmento importante de pessoas”.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade