Economia

Comércio de medicamentos no informal está em queda

O comércio informal de medicamentos em Luanda reduziu significativamente nos últimos dois anos, dez anos depois desta actividade ter sido proibida pelo Governo Provincial, declarou ontem ao Jornal de Angola o inspector geral da Saúde.

03/01/2020  Última atualização 12H48
DR © Fotografia por: Farmácias investiram na qualidade da oferta e na formação

“A redução deveu-se às acções de fiscalização, aumento constante de quantidades de medicamentos disponíveis no mercado formal, melhoria das condições e aumento da rede farmacêutica do país, particularmente de Luanda. Aliadas a estes factores, estão também as campanhas de sensibilização da população, visando desaconselhar a aquisição de medicamentos nas praças”, disse Miguel Oliveira.
O inspector da Saúde notou que, hoje, já se pode observar uma oferta de maior quantidade e diversidade nas farmácias, bem como o aumento do número de estabelecimentos na província.
Por outro lado, acrescentou, o sector farmacêutico, constituído por grossistas, retalhistas, importadores e distribuidores tem vindo a aperfeiçoar o trabalho que desenvolve. “Hoje, temos importadores, distribuidores, armazenistas de depósitos de medicamentos devidamente preparados e com melhores condições, em conformidade com as regras estabelecidas internacionalmente, fruto de uma organização e dos investimentos feitos pelos seus responsáveis”, notou. Com as condições apontadas, avançou o responsável, a adesão à compra de medicamentos em locais impróprios baixou consideravelmente e, consequentemente, “este mercado, agora está em declínio”.
As campanhas de sensibilização da população, realizadas pelo grupo multissectorial liderado pelo Ministério da Saúde, convencem os consumidores a não adquirirem medicamentos em locais impróprios, devido aos males daí resultantes.
“Este facto levou a uma mudança de consciência de uma grande parte da população, que já vem sentindo as vantagens em comprar os medicamentos nos estabelecimentos apropriados”, considerou o inspector geral da Saúde.

Proibição não funcionou

Devido ao mal que causava às pessoas, resultante do uso de medicamentos comprados em locais impróprios, o negócio foi proibido a 14 de Maio de 2009 pelo Governo Provincial de Luanda. A medida de proibição criou embaraços e, consequentemente, alguma redução e mais cautela na comercialização, mas não baniu o comércio clandestino, disse uma fonte da Direcção Nacional de Medicamentos e Equipamentos (DNME).
Em vários mercados e ruas de Luanda, milhares de medicamentos eram comercializados de qualquer maneira, sem serem observados os mínimos cuidados recomendados pelas instituições nacionais e internacionais. Produtos de origem duvidosa, mal conservados e com data de validade vencida eram vendidos à luz do dia.
Muito desse material fica exposto ao sol, perdia as propriedades químicas e os efeitos curativos, constituindo perigo para os doentes ou consumidores.

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