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Comboio expresso inaugural para Luau regressa ao Lobito

André dos Anjos | Lobito

Jornalista

O comboio expresso do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB), que partiu segunda-feira do Lobito (Benguela), numa viagem inaugural, para o município fronteiriço do Luau (Moxico), regressou esta quinta-feira à procedência, apurou o Jornal de Angola.

10/03/2022  Última atualização 23H32
A imagem é meramente ilustrativa © Fotografia por: DR

Depois de ter começado a circular entre Lobito e Luena, em meados do ano passado, com passagem por Huambo e Cuito, o CFB estendeu o percurso do comboio expresso para o município do Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), concretizando, assim, uma das metas traçadas para este ano.

A locomotiva, que partiu da Estação do Lobito às sete horas de segunda-feira, com 140 passageiros a bordo, passando pelas cidades do Huambo, Cuito e Luena, chegou ao Luau na terça-feira.

A viagem, num percurso de 1.344 quilómetros de extensão, segundo o porta-voz do Caminho-de-Ferro de Benguela, António Hungulo, leva aproximadamente 30 horas.

António Hungulo, confirmou ao Jornal de Angola que, para este comboio especial, os bilhetes do Lobito ao Luau custam 21 mil 850 kwanzas, a 1ª classe, 18 mil 850 do Huambo ao Luau, 17 mil 350 do Cuito ao Luau e 10 mil do Luena ao Luau.

Para os camarotes, do Lobito ao Luau os custos dos bilhetes estão fixados em 24 mil 850 kwanzas,  do Huambo ao Luau 21 mil 850 e do Cuíto ao Luau 20 mil e 350.

Com condições de padrão internacional entre carruagens com camarotes, toillets e restaurantes climatizados, música ambiente e televisão, o comboio expresso parte às segundas-feiras do Lobito, com chegada prevista ao Luena, à madrugada de todas as terças-feiras.

Entre as metas traçadas para este ano pelo Conselho de Administração do CFB estão o lançamento de um comboio expresso, do tipo DMU (Unidades Múltiplas Diesel), na rota Lobito-Benguela e a retomada de comboios de passageiros com compartimentos para pequenos volumes de mercadorias, "outrora designados 'Kamakoves".

A aposta em comboios expressos, de acordo com o PCA do Caminho-de-Ferro de Benguela, António Cabral, visa reduzir o tempo de viagem e garantir maior comodidade aos passageiros.


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