Sociedade

Combate à violência doméstica é das prioridades do Executivo

Edna Mussalo

Jornalista

A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, disse, ontem, em Luanda, que o combate à violência doméstica consta entre as prioridades do Executivo, visando a construção de uma sociedade fundada no respeito pelos direitos da dignidade da pessoa humana, garantindo assim o caminho para uma igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

26/11/2022  Última atualização 10H50
Autoridades governamentais pedem mais acção das famílias na luta contra a violência doméstica © Fotografia por: DR
Ana Paula do Sacramento Neto, que falava durante a abertura da  campanha dos 16 dias de activismo pelo fim da violência contra as   mulheres e meninas, acrescentou que a violência doméstica é um problema de saúde pública e um flagelo social, que continua a ser um obstáculo para o alcance da equidade e igualdade de género, bem como   desenvolvimento da paz, harmonia e coesão social. 

"Devemos estar atentos e preocupados, porque a violência não escolhe   estrato social, etnia ou raça. O agressor é sempre alguém com quem  a vítima, maioritariamente crianças, mulheres e pessoas com deficiência,   coabita, interage e troca impressões”, aconselhou a ministra.

Segundo Ana Paula do Sacramento Neto, os Centros de Aconselhamento afectos ao Ministério da Acção Social, Família e Promoção da Mulher registaram, de Janeiro a Outubro do corrente ano, 11.710 denúncias de violência doméstica, através das linhas 145 e 146. 

Durante o período em referência, o Serviço de Denúncias foi procurado por vários cidadãos, que fizeram a denúncia de 913 casos de violência doméstica.

Acrescentou que, de Janeiro a Outubro, foram registados, também, 14.910 casos de violência contra a criança, pelos Serviços SOS – Criança, bem como feitas 7.047 denúncias presenciais, no Instituto Nacional da Criança (INAC), desde 2021, com destaque para casos de fuga à paternidade. 

A governante mencionou, também, o registo de 7.533 casos de violência   doméstica ao nível dos gabinetes da Acção Social, Família e Promoção  da Mulher e Igualdade do Género, nas províncias do Huambo, Namibe,  Cuanza-Sul, Cunene, Cabinda e Cuando Cubango, e 2.371 denúncias de  violência ao nível dos Serviços de Investigação Criminal. 

Apoio às vítimas 

A coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Zahira Virani,  defendeu a eliminação de todas as formas de violência de género, para se alcançar uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva. 

Destacou a importância do desenvolvimento de planos e acções nacionais para fazer face a este flagelo e assegurar que as leis sejam implementadas e respeitadas, bem como garantidos, às mulheres e meninas, os seus direitos à justiça e apoio. 

 Acrescentou que, além da violência física, verbal e sexual contra mulheres e meninas, muitas delas enfrentam a violência no mundo virtual, nos discursos de ódio, assédio sexual e no abuso de imagem. 

 

 

 

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