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Colheita de 150 toneladas de trigo no Londuimbali

Estácio Camassete | Huambo

Jornalista

A comuna da Cumbila, município do Londuimbali, prevê uma colheita de 150 toneladas de trigo na presente época agrícola, este ano, no relançamento do cultivo do cereal naquela região, numa evolução que se espera que resulte no crescimento de unidades locais de moagem e panificação.

04/06/2022  Última atualização 08H10
Cultivo de trigo abre caminho para a indústria transformadora © Fotografia por: DR

O director municipal da Agricultura e Pescas, Eugénio Lázaro, que prestou estas declarações ao Jornal de Angola, considerando "promissora a produção de trigo e a dedicação séria dos camponeses”, com os projectos institucionais a apontarem para "o regresso ao cultivo de grande escala”.

Eugénio Lázaro adiantou que os agricultores e cooperativas que se dedicam à produção do trigo na comuna da Cumbila, desejam mais apoios das institucional, para garantir fornecimentos locais de farinha.

Engenheiro agrónomo, Eugénio Lazaro faz uma avaliação positiva da produção de trigo na ex-vila da Catuculuca, que ainda possui mais de 50 camponeses associados que se dedicam ao cultivo de trigo, em três aldeias. "É uma prática que estava a desaparecer da agenda dos agricultores”, notou.

O agricultor Manuel Humbimbi defendeu a criação de armazéns comunitários, por parte do Estado, para arrecadar e conservar a quantidade de trigo que se colhe e, ao mesmo tempo, servir como pontos de comercialização.

Também "caberia ao Governo estabelecer a uniformização do preço do quilo do trigo, para evitar a especulação, uma vez que, se na província do Huambo, nesta época, custa 250 ou 300 kwanzas, em Benguela pode estar com uma diferença de mais ou menos cem kwanzas”, disse.

O produtor reconheceu que o trigo tem igualmente muita importância para a melhoria da dieta alimentar das famílias, uma vez que, além do pão, pode ser cozido como o arroz.

Manuel Humbimbi referiu que, com mais apoio, as associações de camponeses podem duplicar a produção, sendo necessário apostar na expansão dos campos de produção,  para tornar a região auto-suficiente em trigo e ter farinha. 

João Baptista, que se dedica ao cultivo de trigo há três anos, considera que "o negócio é rentável, o produto é muito procurado e poucos camponeses apostam nele porque requer muitos cuidados”.

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